RECORDAR É VIVER

Mostrando postagens com marcador Rei Pelé. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rei Pelé. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de março de 2015

NEYMAR PODE SUPERÁ-LO? PELÉ EMENDA: "IMPOSSÍVEL" !!!

Perguntado se Neymar pode superá-lo, Pelé emenda: “Impossível”

Rei diz que o craque do Barça até pode ultrapassar seu número de gols pela Seleção, mas assegura que isso não seria suficiente para ser o melhor de todos os tempos

                                                   
Pelé, em evento em Curitiba (Foto: Reprodução SporTV)
Para Pelé, ninguém pode ultrapassá-lo (Foto: Reprodução SporTV)
 
Sempre que comparado a algum grande craque do futebol internacional, Pelé afirmou estar à frente de todos. Foi assim com Alfredo di Stefano, Eusébio, Johan Cruijff, Diego Maradona e recentemente com Lionel Messi. Agora questionado se Neymar poderá superá-lo como o maior de todos, o Rei seguiu a linha, afirmando que, por mais alto que chegue, o craque do Barça não conseguirá superá-lo.

- Eu acho que para ser o novo rei, o novo Pelé, é impossível. Porque minha mãe e meu pai fecharam a fábrica. Eu acho que ele é um bom jogador, um excelente jovem jogador e que será uma grande estrela do futebol, sem dúvida – frisou Pelé em entrevista divulgada pelo site Goal.com.

Perguntado também se seu indiscutível talento desfilado nos gramados pelo mundo no passado seria apresentado se ele atuasse no futebol atual, o Atleta do Século respondeu com uma analogia igualmente pouco  modesta.

- Se você perguntasse, Beethoven seria importante agora? É claro – sentenciou, referindo-se ao compositor alemão, um dos maiores gênios da música em todos os tempos.

Por GloboEsporte.comLondres, Inglaterra
26/03/2015 07h09 - Atualizado em

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

HÁ 40 ANOS "PELÉ" JOGAVA SUA ÚLTIMA PARTIDA PELO SANTOS !!!

Há 40 anos Pelé jogava sua última partida pelo Santos

Foto de Cláudio Teran. Eu acabara de completar meus 11 anos e vivia em Bagé. Cursava a 6a. C do Colégio Auxiliadora, na parte da tarde. No dia 02.10.1974, Pelé entrou em campo para seu jogo derradeiro pelo Santos Futebol Clube.
 
Dois alvinegros se encontraram na Vila Belmiro para um jogo válido pelo campeonato paulista. Foi contra a Ponte Preta que Pelé fez sua última partida com a camisa do Peixe.
 
Nem Pelé salvava
 
O Santos não ia bem no certame regional. Se encontrava no meio da tabela e não vislumbrava condições de conquistar o título.
Foto de Cláudio Teran.
O Rei do Futebol já não era o mesmo. Até então tinha disputado dez partidas, marcando apenas dois gols. As atuações apagadas indicavam que o fim estava próximo, e os rumores eram nesse sentido.
 
O fim devidamente programado
 
No domingo anterior (29.09) o consagrado Atleta do Século deixou o gramado com 32 minutos de bola rolando. Não aguentava mais jogar. Três dias depois, lá estava ele para a despedida.
 
Jornalistas do mundo inteiro compareceram e todos os ingressos foram vendidos. Aquele Santos x Ponte Preta não seria um jogo qualquer. Uma era se encerrava ali porque o melhor jogador de todos os tempos iria parar.
O apito final
 
Pelé, quando pisou no gramado foi efusivamente saudado e aplaudido de pé. Com a bola rolando, todos os olhares se dirigiam a ele.
 
Foto de Cláudio Teran.Foto de Cláudio Teran. Num determinado momento quase marcou um gol de cabeça, mas Carlos, que defenderia mais tarde a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1986, impediu. Aos 23 minutos, o que todos sabiam e ninguém queria se confirmou.
 
Pelé, sem mais condições físicas de jogar, pediu a bola, se dirigiu ao centro do campo e, diante dos seus súditos, se ajoelhou.
 
Chorando, o Rei agradeceu aos céus pela carreira inigualável que teve.
No dia seguinte a despedida foi manchete nas primeiras páginas de jornais do mundo inteiro. O ato final foi uma volta olímpica de cinco minutos pelo palco da Vila Belmiro e em seguida ele desceu para o vestiário.
 
Deixou um legado que mudou a história.
 
Se o Brasil tem a vaidade de se achar ainda hoje e apesar de tudo o país do futebol, Pelé deu insuperável contribuição para isso...
PS: O Santos venceu, 2 x 0, mas isso não teve a menor importância.
 
Facebook
Cláudio Teran

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

PELÉ GANHA BOLA DE OURO E CHORA NO PALCO!!!

- Atualizado em

Pelé ganha Bola de Ouro 'para consertar injustiça' e chora no palco

'France Football' e Fifa fazem homenagem ao maior jogador de todos os tempos

             
Por
 
Pelé estragou a surpresa no domingo, mas não segurou a emoção nesta segunda-feira. Como foi revelado pelo próprio Rei, o ex-camisa 10 da Seleção recebeu uma Bola de Ouro especial da Fifa durante a Festa de Gala. Segundo o diretor da revista France Football (responsável pela criação do prêmio em 1956), François Morinière, a entrega do troféu é para "consertar uma injustiça". O Rei foi aplaudido de pé e chorou ao receber a Bola de Ouro no palco em Zurique.
- Eu prometi à minha família que não choraria, mas sou emotivo. Queria agradecer a Deus por ter me dado saúde para jogar por tantos anos. Eu não jogava sozinho, tudo que eu ganhei foi com meus amigos, as pessoas se lembram dos jogadores, mas não podemos esquecer as pessoas que preparam as chuteiras, fisioterapeutas, massagistas. Quero compartilhar com eles este troféu.
A Bola de Ouro foi criada pela France Football para eleger o melhor jogador da Europa. Assim, Pelé nunca pôde concorrer ao troféu, pois atuou toda sua carreira profissional no Santos (com uma pequena passagem pelo NY Cosmos, dos Estados Unidos, após ter pendurado as chuteiras no Brasil). Apenas em 1991, a Fifa passou a eleger o melhor jogador do mundo. O presidente da Fifa, Joseph Blatter, exaltou a carreira de Pelé:
- No momento que o mundo se prepara para a Copa de 2014, chegou o momento de reconhecer este jogador. Nenhum outro jogador teve tanta influência sobre jogo, inspirou tantos outros a jogar. Seu legado nos inspira. Sua criatividade era sem limites, seu talento nato era sem limites, com mais de 1.000 gols na carreira - disse Blatter.
Pele, bola de ouro da FIFA (Foto: AFP)Pelé chora ao receber a Bola de Ouro especial da Fifa durante o evento em Zurique (Foto: AFP)
 
Antes de receber o prêmio, Pelé foi ao palco com Cafu (campeão de 2002) e Amarildo (1962) para falar sobre o futebol brasileiro e elegeu a Copa de 1958 como principal da sua carreira:
- Difícil dizer qual foi a mais importante. Minha primeira Copa, eu tinha 17 anos. Todos ficaram surpresos. Foi difícil porque eu era muito jovem. Foi um sonho. Fui selecionado para a equipe. A Copa de 1970, a última, o Brasil estava em boa forma e eu pensava, meu Deus, eu não posso me aposentar com uma derrota. Por isso, acho que a de 1970 foi a mais importante.
GloboEsporte.com, Zurique, Suíça
13/01/2014 16h50 - Atualizado em

domingo, 5 de janeiro de 2014

"IRMÃO": "PELE" LEMBRA AMIZADE A PARTIR DE 1966 E LAMENTA MORTE DE "EUSEBIO"!!!

Pelé lembra amizade a partir de 66 e lamenta morte de Eusébio: 'Irmão'

Rei diz que ficou amigo do português durante a Copa do Mundo na Inglaterra. Zico também faz homenagem e cita o pai português ao exaltar o Pantera Negra                                        



Pelé lamenta morte de Eusébio (Foto: Reprodução/Twitter)
Pelé usa rede social para dar adeus ao 'irmão' Eusébio (Foto: Reprodução/Twitter)
 
Pelé usou a internet para se despedir de Eusébio. Por uma rede social, o Rei lembrou a amizade com o português, que faleceu neste domingo em Lisboa, e chamou o ex-jogador do Benfica de "irmão".
- Lamento a morte do meu irmão Eusébio. Ficamos amigos na Copa de 66, na Inglaterra. Nosso último encontro foi no recente jogo entre Brasil e Portugal em Boston. Meus pêsames a seus familiares. Que Deus o receba de braços abertos - escreveu o ex-camisa da Seleção e do Santos.

Em 1966, a seleção portuguesa venceu o Brasil por 3 a 1, em Liverpool, com dois gols de Eusébio (Pelé, contundido, pouco fez em campo). O último encontro citado pelo Rei aconteceu no dia 10 de setembro de 2013, quando a Seleção de Luiz Felipe Scolari venceu os lusitanos por 3 a 1, em amistoso nos Estados Unidos. Antes da partida, Pelé e o Pantera Negra entraram em campo e saudaram os atletas.

Zico cita o pai português ao homenagear Eusébio
Outro ex-camisa 10 da Seleção também usou a internet para exaltar Eusébio: Zico. O Galinho publicou um texto lembrando alguns encontros com o Pantera Negra e citou até seu pai, português, ao comentar um jogo da Copa de 1966:
- O futebol perde mais um grande nome para enorme tristeza de todos os amantes do esporte. Última vez que estive com Eusébio foi na Soccerex. Nos últimos anos nos encontramos muitas vezes em eventos festivos e também da Uefa. Lembro bem de um em Nova York que fomos fazer a apresentação da Taça da Champions League. Tive o privilégio de jogar alguns minutos junto com ele, George Best e ter como técnicos simplesmente Puskas e Di Stefano na festa de 50 anos do Beckenbauer. Por causa do velho Antunes, português nato, a primeira lembrança de Copa do Mundo que tenho foi em 66 quando Portugal perdia de 3 x 0 para a Coreia do Norte. Eusébio desandou a fazer gols, quatro no total, e Portugal virou para 5 x 3 para alegria do meu pai. Estávamos ouvindo pelo rádio.
Zico e Eusébio (Foto: Reprodução)Zico e Eusébio durante evento em Nova York com a taça da Liga dos Campeões da Europa
(Foto: Reprodução)

05/01/2014 19h18 - Atualizado em

Por GloboEsporte.com, Rio de Janeiro

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

73 ANOS DO ATLETA DO SÉCULO - PELÉ!!!

Pelé completa 73 anos e comemora com “festa surpresa” no México
No México, onde está há alguns dias, Pelé acabou recepcionado com um bolo e uma pequena comemoração em sua homenagem Foto: Twitter
No México, onde está há alguns dias, Pelé acabou recepcionado com um bolo e uma pequena comemoração em sua homenagem
Foto: Twitter
Nesta quarta-feira, dia 23 de outubro, Edson Arantes do Nascimento, ou simplesmente Pelé, completa 73 anos de idade. Para comemorar a data, o maior jogador da história do futebol foi pego de surpresa. No México, onde está há alguns dias, acabou recepcionado com um bolo e uma pequena comemoração em sua homenagem.

Adepto das redes sócias, ele tratou de compartilhar o momento com seus seguidores do Twitter e Facebook e postou a foto da "festa" que ganhou durante sua ida a um canal de TV local. "Foi grande surpresa para mim, não esperava passar o aniversário no México. Mas foi um prazer. Agora vou comemorar com a família. Agradeço a Deus pela saúde e por me dar mais um ano de vida!", escreveu.
Beatles foram proibidos de fazer show privado para Pelé
 
O Santos, clube pelo qual o Rei do Futebol brilhou, também se lembrou de Pelé nesta quarta-feira e prepara uma série de ações promocionais com seus sócios torcedores. A cidade natal do ex-jogador, Três Corações, também está em festa. As comemorações começaram na última sexta-feira e vão até o final desta semana, com a inauguração de um museu em homenagem à Dona Celeste, mãe do ex-atacante.
Pelé dispensa modelos para tirar foto com "tiazinha da cozinha"
 
Nascido na cidade do sul de Minas Gerais, Pelé se consolidou como maior jogador da história do futebol no Santos e na Seleção Brasileira. Pelo clube alvinegro, conquistou 10 títulos paulistas, seis Campeonatos Brasileiros, duas Copas Libertadores e dois Mundiais Interclubes. Já pela Seleção, venceu três Copas do Mundo (1958, 1962 e 1970) e se tornou o maior artilheiro da história da equipe verde e amarela. Encerrou a sua carreira em 1977, no New York Cosmos, dos Estados Unidos, e, em 1366 partidas por quase 20 anos, anotou 1283 gols. Em 1981, foi eleito o maior atleta do século XX.
Terra
23 de Outubro de 2013• • atualizado às 12h41

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

PELÉ E GARRINCHA NUNCA PERDERAM UMA PARTIDA JOGANDO JUNTOS!!!

Jogaram 12 anos juntos e nunca perdemos uma partida.
O Garrincha era um jogador muito individualista, mas para o time era maravilhoso.
Todo time precisava de dois, três para marcar o Garrincha, mais um, dois para marcar o Pelé.
Aí os caras estavam ferrados
Pelé
30 anos sem Mané ...

Jogamos 12 anos e nunca perdemos juntos. O Garrincha era um jogador muito individualista, mas para o time era maravilhoso. Todo time precisava de dois, três para marcar o Garrincha, mais um, dois para marcar o Pelé. Aí os caras estavam ferrados

Pelé 
30 anos sem Mané
                                                                                                                                                                                                                                                             
 
FACEBOOK - Pelé

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

TOP "10" DA SELEÇÃO BRASILEIRA!!!

A seleção disputa contra a Colômbia sua milésima partida, conforme as contas da CBF. Se o critério da entidade está certo ou errado (o número já teria sido atingido se valerem jogos contra clubes, por exemplo) o fundamental é que a história da quase centenária equipe conta com passagens memoráveis.



Vitórias que redefiniram o futebol mundial, derrotas eternas, craques aos montes… Rememorar os jogos da seleção é passear grandes principais páginas do esporte. E é isto que o Blog Gol faz agora, ao elaborar a lista de 10 maiores partidas da história do time brasileiro.
O critério leva em consideração principalmente o legado do jogo para o desenvolvimento do esporte no Brasil e no mundo.
Top 10 da seleção brasileira
1 – Brasil 5 x 2 Suécia (1958).
Chega de complexo de vira-latas para o brasileiro, seja o futebolista ou não. Ganhamos a taça e viramos sinônimo de arte nos gramados mundiais a partir daquela partida referencial. De quebra, começamos a vingar com juros e correção a dívida de 1950 – agora destronando os donos da casa por 5 a 2, de virada. O futebol brasileiro nunca mais seria o mesmo após aquela goleada no estádio Rassunda. E o mundo conheceria para sempre os gênios Garrincha, Pelé e Didi. Brasil – campeão do mundo!
2 – Brasil 4 x 1 Itália (1970).
Até para a Fifa foi a maior apresentação da maior seleção de todos os tempos. Os inapeláveis 4 a 1 sobre os italianos valeram ao Brasil a conquista definitiva da Taça Jules Rimet. Feito único.


3 – Brasil 1 x 2 Uruguai (1950).
Talvez a maior derrota da história do futebol. Cenário armado, time encantando a todos, e, por fim, Maracanã lotado de decepção com a virada dos uruguaios. Perdíamos a Copa em casa mas ganhávamos uma lição que nos ajudaria a ser penta no futuro.
4 – Brasil 0 x 0 Itália (1994).
Após 24 anos de um jejum quase interminável a seleção finalmente foi tetra. Mostrou um futebol competitivo taticamente e contou com Romário fazendo a diferença na frente. Vitória veios nos pênaltis, para adicionar ainda mais emoção á conquista.
5 – Brasil 3 x 1 Tchecoslováquia (1962).
A base da seleção campeã na Suécia repetiu o feito no Chile. Destaque para Vavá, artilheiro como sempre, Amarildo, que substituiu o machucado Pelé, e Garrincha, que resolveu grande parte dos jogos.
6 – Brasil 2 x 3 Itália (1982).
Outra derrota que nunca será digerida pelo brasileiro. Uma geração brilhante teve a glória nas mãos, mas a aplicada Itália e o inspirado carrasco Paolo Rossi mancharam para sempre o currículo de Zico, Sócrates, Junior, Leandro e Cia. Fizeram bons jogos naquele Mundial, sobretudo a vitória por 3 a 1 sobre a Argentina do jovem Maradona, mas ficaram pelo caminho. Boa parte teve uma segunda chance em 1986. E uma segunda decepção. Para muitos o bom futebol morreu ali.
7 – Brasil 2 x 0 Alemanha (2002).
A consagração de Ronaldo Fenômeno após a polêmica quatro anos antes. Rivaldo jogou muito, Felipão criou sua “família” e a Alemanha nem teve chance.


8 – Brasil 3 x 1 Uruguai (1970).
A mágica seleção de 1970 teve os nervos à prova no confronto contra os uruguaios. O Maracanazo veio à tona, a catimba também, e o time começou perdendo. Mas virou na bola e na raça.
9 – Brasil 1 x 0 Uruguai (1919).
Decisão do Sul-Americano disputado no Rio de Janeiro. Com apenas cinco anos de existência, a seleção viu um estádio das Laranjeiras completamente lotado para impulsionar o time à conquista do primeiro título de sua história. A vitória veio suada, na prorrogação, com gol de Friedenreich, sobre os favoritos uruguaios. O torneio movimentou a cidade como nunca e a vitória final contribuíram para que seja considerado o marco da popularização do esporte no Brasil.
10 – Brasil 0 x 3 França (1998).
Nosso segundo vice em Copas. Um jogo que ainda dá o que falar por conta do piripaque de Ronaldo Fenômeno, antes da final. Capitaneados por Zidane, os franceses foram melhores e mereceram. Simples.

Top 10 da seleção brasileira
Por: Ciro Câmara
14.11.12 16:44

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

PELÉ COM A NAMORADA, ENCONTRA FAMÍLIA REAL DE MÔNACO!!!

Na companhia da namorada, Pelé encontra família real de Mônaco

Ex-jogador de futebol participou da cerimônia Golden Foot, em Monte CarloPelé e Márcia Aoki (Foto: AFP)Pelé e Márcia Aoki (Foto: AFP)

Antonio Caliendo, Zlatan Ibrahimovic, Pelé, Lothar Matthaeus, Jimmy Jean Louis e Lorena Baricallaand Franco Baresi (Foto: Getty Images)

Conhecido mundialmente pela notória carreira esportiva que desempenhou, Pelé foi um dos grandes convidados de uma importante premiação esportiva, na noite desta quarta-feira (17). O ex-jogador de futebol visitou Monte Carlo, em Mônaco, para participar do Golden Foot. A cerimônia tem como objetivo destacar os esportistas que brilharam por suas conquistas na carreira.

Para o evento, Pelé esteve acompanhado da namorada, Márcia Cibele Aoki, 33 anos mais jovem. Durante a passagem por lá, Pelé se encontrou com a princesa Stephanie e outros esportistas.
Pelé e a Princesa Stephanie (Foto: AFP)

Naquela noite, o sueco Zlatan Ibrahimovic foi premiado em uma honraria concedida desde 2003 como homenagem ao conjunto da obra de atletas com mais de 28 anos. Ele superou nomes como Casillas, Xavi, Puyol, Pirlo, Buffon, Drogba, Raúl, Seedorf e o brasileiro Kaká.
Ronaldo, Roberto Carlos e Ronaldinho Gaúcho já ganharam o mesmo prêmio em anos anteriores.
Mais cedo, Pelé participou de outra homenagem, na qual deixou a marca de seus pés na calçada da fama diante da presença do Príncipe Alberto.
Pelé (Foto: Getty Images)
Pelé e Márcia Aoki (Foto: AP)

domingo, 23 de outubro de 2011

PELÉ COMPLETA 71 ANOS DE IDADE!!!

Pelé completa 71 anos de idade

Pelé, o maior jogador de futebol de todos os tempos, completou 71 anos de idade neste domingo (23).

O futebol brasileiro está em festa. O maiorjogador de futebol de todos os tempos, o Rei Pelé, completa 71 anos de vida neste domingo
. Natural de Três Corações, em Minas Gerais, Pelé é dono de números expressivos e que dificilmente serão batidos, como os 1.247 gols marcados durante a sua carreira, além da incrível marca de 60 títulos conquistados.

Filho de Dona Celeste e Seu Dondinho – já falecido -, Edson Arantes do Nascimento chegou a Vila Belmiro aos 16 anos de idade, trazido por Waldemar de Brito, ex-jogador de São Paulo e Palmeiras.

No Peixe, o primeiro apelido do Rei foi Gasolina – na sua infância, em Bauru, Pelé era chamado de Dico.

No Alvinegro Praiano, depois de quase abandonar o clube após um pênalti perdido em um campeonato juvenil, a carreira de Pelé deslanchou em um time que já contava com craques como Zito e Pepe.

Sempre com a camisa 10 santista, Pelé assombrava as defesas adversárias no futebol paulista, ganhando destaque e sendo convocado para a Seleção Brasileira, na Copa do Mundo de 1958, na Suécia. Peça importante na reta final da competição, o Rei ajudou o Brasil a ganhar o seu primeiro título mundial.

Na Seleção, Pelé ainda seria campeão mundial em 1962, no Chile, apesar de ter jogado pouco em virtude de uma contusão, e em 1970, no México, quando liderou aquela que foi uma das maiores equipes brasileiras de todos os tempos.

Porém, o Rei se imortalizou mesmo com a camisa do Santos e o número 10 nas costas. No Peixe, as conquistas de dez títulos paulistas, cinco da Taça Brasil e um Roberto Gomes Pedrosa (ambos equivalentes ao Campeonato Brasileiro da época, segundo reconhecimento da CBF), além de duas Copas Libertadores da América e dois Mundiais Interclubes, em 1962 e 1963.

Depois de pendurar as chuteiras pela primeira vez em 1974, pelo Alvinegro Praiano, Pelé ainda voltaria a jogar até 1977, defendendo o New York Cosmos e ajudando a divulgação do futebol como esporte nos Estados Unidos.

Após pendurar as chuteiras, Pelé gravou participações no cinema, foi ministro dos Esportes (1995 até 1998), além de viajar o mundo divulgando o futebol.

No entanto, as polêmicas com o ídolo argentino, o ex-jogador Diego Maradona, sobre quem foi o melhor jogador de futebol de todos os tempos, também fazem parte da biografia do Rei.

Vale lembrar ainda que o presidente do Santos, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, tentou convencer Pelé a integrar a delegação do Peixe que irá disputar o Mundial de Clubes da Fifa, em dezembro, no Japão. O Rei jogaria poucos minutos de uma das duas partidas da equipe no Mundial, como ação de marketing, ideia que foi rejeitada pelo próprio Pelé.

Com tudo isso em sua trajetória, Pelé deve comemorar seu aniversário como sempre faz: longe dos holofotes, junto a seus familiares. Discreto, o Rei apenas tem como objetivo mais uma marca, conforme ele próprio já revelou: chegar aos 100 anos de idade e, quem sabe, participar de um jogo de futebol no Maracanã, palco do seu milésimo gol.
Pelé, na Copa de 1958, era apenas um garoto quando mostrou que tinha todo o potencial que hoje conhecemos. Nesse lance, ele foi parar dentro do gol do País de Gales, nas quartas de final, ao comemorar um gol com Mazzola e Zagallo. GOOOL! DE PELÉ NA COPA DE 1958.
CAMPEÃO MUNDIAL EM 1958 - Suécia.
BI CAMPEÃO MUNDIAL EM 1962 - Chile.TRI CAMPEÃO MUNDIAL EM 1970 - México.
Em 1970, episódio interessante e controverso: Pelé e Tostão se encontraram com o prefeito de São Paulo, Paulo Maluf, para pegar a chave do Fusca que eles ganharam como presente pela Copa de 70.
Em 1969, foi campeão paulista pelo Santos ao bater o São Paulo na final..
Pelé virou um tipo de embaixador do esporte brasileiro. Contribuiu (e está contribuindo, ainda) com os esforços do país para sediar a Copa-2014.

sábado, 23 de outubro de 2010

CADA VEZ MAIS "MITO"!!!

PARABÉNS AO "REI PELÉ - O ATLETA DO SÉCULO" - 70 ANOS DE IDADE!!!
- 23/10/2010: Mais do que conhecido como o maior gênio do Futebol Mundial, PELÉ chega aos 70 anos como uma marca indelével.


Quarta-feira, 20 de outubro de 2010, os professores de Educação Física Laércio e Walter se preparam para mais uma aula com os alunos do Ensino Fundamental 1 do Colégio Madre Alix, em São Paulo. Antes da corrida inicial dos alunos, uma pergunta para os garotos e meninas de até 6 anos de idade. "Quem conhece o PELÉ?" A resposta das crianças é rápida e decidida, como era característica do maior jogador de futebol de todos os tempos: "Eu, eu, eu". No ano de 2007, na entrega do prêmio da Fifa ao Melhor Jogador do Mundo, em Zurique, Suíça, o brasileiro Kaká, o argentino Messi e o português Cristiano Ronaldo disputavam o primeiro lugar na disputada eleição, mas quem chamou a atenção do seleto público foi Edson Arantes do Nascimento.

São dois exemplos da imortalidade de um personagem esportivo, que se transformou na maior marca pessoal que já existiu e que neste sábado completa 70 anos de vida. Sem chutar uma bola profissionalmente desde 1977, PELÉ permanece com credibilidade, respeito e admiração por parte do público, o que o torna alvo predileto dos mais diversos tipos de produtos para os quais negocia quantias milionárias e assim liga sua imagem a comerciais para todos os tipos de mídias pelo mundo. Um estudo dos autores ingleses Des Dearlove e Stuart Crainer, especialistas em poder das grifes, diz que a marca PELÉ poderia atingir US$ 1 bilhão, superando os astros Michael Jordan, Tiger Woods e Muhammad Ali.

Levantamento recente da revista Dinheiro aponta que, para se explorar a marca PELÉ nos próximos 20 anos, seriam necessários R$ 600 milhões, o que garantiria ao Rei do Futebol R$ 30 milhões anuais, o mesmo que Cristiano Ronaldo recebe para defender o Real Madrid. O salário do jogador português é o maior do futebol mundial na atualidade. Ibrahimovic, do Milan, Messi, do Barcelona, Samuel Eto´o, da Internazionale, e Kaká, do Real Madrid, na ordem, todos ficam atrás do eterno camisa 10 do Santos e da seleção brasileira.

Mas o que faz PELÉ ser diferente de outros grandes ídolos do futebol, que também já pararam e com o tempo perderam parte da aura que acumularam em suas carreiras? Muitos especialistas indicam que o maior "golaço" do Rei não foi nenhum dos 1.284 que estufaram as redes adversárias em duas décadas. Mas, sim, ter ido jogar nos Estados Unidos em 1975, para defender o Cosmos, de Nova York. Além dos salários de US$ 4,5 milhões por ano (excepcionais para a época) e a divulgação de um esporte com pouco interesse na terra do Tio Sam, PELÉ teve a oportunidade de conviver com grandes investidores dos EUA, que lhe abriram as portas para vantajosos contratos publicitários. Há tempos, PELÉ sonha com a aposentadoria. Mas parece que essa disputa ele não vai vencer nunca.

NASCE A LEGENDA
PELÉ
surgiu quando o garoto Edson, aos 4 anos, jogava bola com seus amigos. Na época, ele atuava no gol - talento que só seria reconhecido anos depois, como atleta profissional - e gritava a cada defesa: "segura Bilé, defende Bilé". Homenagem ao goleiro do Vasco de São Lourenço (MG), time que seu pai defendia antes de ser contratado pelo Bauru Atlético Clube. Como os companheiros não entendiam quem era "Bilé" passaram a chamá-lo de PELÉ, apelido que PELÉ de início detestou e acabou incentivando os colegas a seguirem com a gozação.

INIGUALÁVEL
O maior camisa 10
possuía habilidades múltiplas.

Uma pergunta eterna no meio esportivo é para se saber qual o melhor atleta em cada modalidade. No futebol, não é diferente. As discussões são eternas e jamais se chegará a um acordo. "Ninguém teve maior domínio de bola que Diego Maradona", apontam os argentinos. "O conhecimento tático de Johan Cruyff foi indiscutível", assinalam os holandeses. "Não existiu alguém que driblasse como Garrincha", atestam os botafoguenses. "Nenhum jogador teve a classe e categoria do francês Zinedine Zidane", reverenciam os franceses. "Zico foi o maior cobrador de faltas da história", anunciam os flamenguistas. Pois bem, cada grupo ressalta o que cada um de seus ídolos fez de melhor em sua carreira. Nessa briga de opiniões, os brasileiros, principalmente os torcedores do Santos, se sentem à vontade para destacar que o futebol de PELÉ foi inigualável. Isto porque o eterno camisa 10 conseguiu realizar todos os fundamentos sempre muito bem.

PELÉ sabia driblar curto, carregar a bola (sem olhar para ela) em uma velocidade quase sempre superior à de seus marcadores. Tocava a bola e finalizava a gol com a mesma precisão e potência com ambas as pernas. Tinha total controle sobre ela e seu passe, na maioria das vezes, deixava seus companheiros na cara do goleiro adversário. Como herança de seu pai, Dondinho, sabia cabecear de olhos abertos, para procurar o local mais longe do alcance dos goleiros. Tinha técnica para cobrar faltas e até se apresentava com totais condições para atuar no gol. Enfim, ele conseguiu reunir a habilidade para realizar todas as características que cada um dos gênios citados anteriormente conseguia fazer.

OS OUTROS APENAS APLAUDEM
Este dom
lhe proporcionou atingir marcas que se transformam a cada dia cada vez mais intransponíveis. PELÉ não foi o único a atingir a marca de 500 gols. Mas o detalhe é que tal feito foi atingido aos 21 anos e dez meses, enquanto Romário só foi alcançar aos 31 anos e Bebeto, aos 35. E mais. Em 1958, temporada em que completou 18 anos, apenas a sua segunda pelo time do Santos, PELÉ anotou 58 gols só no Campeonato Paulista.

ÍCONE
No futebol, a camisa 10
só se transformou o uniforme preferido dos craques a partir da Copa do Mundo de 1958.

GOLEIRO
"O Pelé era muito bom no gol.
Se tivesse se dedicado à posição poderia ter rivalizado com o Gylmar (dos Santos Neves, maior goleiro da história do futebol brasileiro)", disse Pepe, ponta-esquerda do time do Santos na década de 1960.

A MAIOR PARCERIA
Foi com Garrincha que PELÉ
obteve os resultados mais expressivos. Com os dois em campo, a Seleção Brasileira jamais perdeu. Em 40 jogos, foram 35 vitórias e 5 empates.

RECORDES
Em 21 anos de carreira (1956 a 1977), Pelé somou 59 conquistas e marcou 1.284 gols,
com uma média de 0,93 por jogo. Ele é o maior artilheiro em uma temporada - em 1959, com 127 gols. Pela Seleção, foram 115 jogos (92 oficiais), com 95 gols, e conquistou por 11 vezes a artilharia do Paulistão.

CONTRA O CEARÁ
Presidente Vargas foi palco do jogo mil de PELÉ.
Um jogador como PELÉ era atração em todo lugar do mundo
. E no estado do Ceará não foi diferente. O "atleta do século" desfilou toda sua elegância nos gramados cearenses, em confrontos com Ceará, Fortaleza e Ferroviário, no Presidente Vargas.

E um confronto em especial marcou o futebol cearense. O jogo mil de PELÉ com a camisa do Santos. No dia 3 de maio de 1972, no estádio Presidente Vargas, o Ceará receberia o time paulista pela Série "A" daquele ano. O atual técnico do Ceará, Dimas Filgueiras, que jogou pelo Vovô naquele dia, lembra como o estádio estava lotado. "O PELÉ foi sempre atração. O PV estava lotado. Mas quem veio assistir o Pelé, viu o Ceará, pois vencemos por 2 a 1, de virada".

Dimas também lembra
um feito do Vovô: quando Pelé enfrentou o Alvinegro, nunca venceu. "O Ceará sempre foi uma pedra no sapato do PELÉ".

GENTILEZA
- O ex-volante Edmar Araújo (Foto)
, lembra a fidalguia de PELÉ. "Em 1968, o Ferroviário, pelo qual também joguei, foi campeão invicto e fez um jogo de entrega de faixas contra o Santos. Houve um pênalti duvidoso para eles e quando o Pepe foi cobrar, o PELÉ disse: "não estrague a festa deles, chute para fora. E foi o que Pepe fez", lembrou ele.

ENTREVISTA - MÁRIO JORGE LÔBO ZAGALLO
"O PELÉ era completo, Maradona era só mais um bom jogador".

Vocês conviveram juntos por muito tempo, além de serem contemporâneos no futebol. Que recordações o senhor guarda do início da carreira dele?

- Quando PELÉ chegou à Seleção, em 1957, todo mundo ficou surpreso. O comentário geral era de que aquele garoto só podia ser um prodígio, um fenômeno. Garrincha, Nilton Santos, todos já olhavam para ele com alguma admiração.

Devido a essa convivência, vocês eram próximos? Por ser nove anos mais velho, chegou a dar conselhos?
- Ele sempre foi muito bacana comigo. Mas quem deveria dar conselhos para quem? O que eu fazia era observar o jeito dele, como dava os dribles sensacionais, os gols, as jogadas.

De algum modo, tentou aprender algo com o PELÉ?
- Claro, sempre. Teve um jogo do Santos, não lembro se eu estava no Flamengo ou Botafogo, em que o adversário veio roubar a bola e eu dei só um toquezinho com o bico da chuteira. O cara passou direto que nem uma flecha. Aí o Pelé veio e me disse: "você é inteligente, hein?" Eu não respondi nada, na verdade eu fiz aquela jogada no melhor estilo PELÉ.

Como foi sua experiência como treinador dele em 1970?

- Logo no primeiro treino da Seleção, ele me disse: "Zagallo, você pode me botar na reserva, só não quero que seja desleal comigo". Referia-se a uma declaração atribuída ao João Saldanha (técnico demitido para dar vez a Zagallo), de que ele, Pelé, estaria cego. Naquele momento, eu lhe respondi: "PELÉ, aqui na Seleção é você e mais dez".

Como era o PELÉ nas concentrações da Seleção?
- Era 100%.
Uma vez estávamos num hotel do Rio, a poucos dias da Copa de 70, e havia um aglomerado de gente na recepção. Estava um clima festivo e o PELÉ pediu uma reunião dos jogadores com a comissão técnica. Disse que aquilo parecia uma diversão, que não estava gostando daquela festa toda.

PELÉ acumulou inúmeros momentos marcantes na história do futebol. Das grandes jogadas feitas por ele, qual a que você destacaria?
- A do jogo com a Tchecoslováquia, em 70, em que ele chuta do meio de campo tentando encobrir o goleiro. Eu estava no banco e não entendi nada. "O que ele está fazendo, meu Deus?", pensei comigo. A minha dedução, nunca perguntei a ele, foi que ele estava dando resposta ao Saldanha, de que não era cego.

Há comparações entre Maradona e PELÉ?
- Muitas. O PELÉ foi tricampeão mundial. O Maradona só ganhou uma Copa. O PELÉ marcou quase 1.300 gols. O Maradona não chegou nem aos 400. O PELÉ era completo. O outro foi um bom jogador.

Estiveram juntos por muito tempo, mas agora, que já se aposentaram, vocês mantêm contato?
- Não tenho o número do telefone dele. É uma pessoa muito difícil de encontrar, está sempre viajando.

Vai enviar um telegrama ao PELÉ pelos 70 anos?
- Meu filho, se você souber o endereço dele... Eu não consigo falar com esse homem. Vou aproveitar essa entrevista e, por meio de vocês, vou mandar os parabéns ao Pelé por tudo que ele representa. É o nosso Rei.

Mário Jorge Lôbo Zagallo
Diário do Nordeste
23/10/2010

sábado, 14 de novembro de 2009

GOL 1000 - 40 ANOS

* MILÉSIMO GOL do "REI PELÉ", completa 40 ANOS - 19/11/2009 (Quinta Feira)
Na noite de 19 de novembro de 1969, uma quarta-feira, SANTOS e VASCO se enfrentavam pela TAÇA DE PRATA no Maracanã.

O jogo estava empatado: BENETTI abriu o placar para o time cruzmaltino aos 17 minutos de jogo, RENÊ, contra, igualou o marcador aos dez do segundo tempo.

Aos 34 minutos da etapa final, PELÉ caiu na área do VASCO após um choque com o zagueiro FERNANDO. O pernambucano Manoel Amaro de Lima não teve dúvidas: marcou PÊNALTI. O que se viu depois foi um dos momentos mais comentados na história do nosso futebol, talvez mais lembrado que o Dia da Bandeira: O MILÉSIMO GOL DE PELÉ, há exatamente 40 ANOS.

O maior estádio do mundo estava lotado, na expectativa pelo tão esperado GOL MIL.
De fato, o SANTOS soube explorar muito bem a proximidade deste evento: o clube fazia excursões pelo norte e nordeste do país, sempre com o estádio lotado. PELÉ só parou quando fez o 999º GOL, à espera de um cenário à altura. E ele surgiu, aliás, melhor cenário impossível: além do palco da festa, o goleiro do VASCO DA GAMA era ANDRADA, argentino de Rosário. Parecia mesmo programado, afinal, entre os mais de 100 mil torcedores (cerca de 65 mil pagantes), imprensa, convidados e autoridades oficiais estavam presentes no Maracanã.

No instante do PÊNALTI, a torcida gritava “PELÉ, PELÉ...”.
E lá foi PELÉ cobrar o PÊNALTI. Todos os jogadores do SANTOS ficaram na linha do meio campo – isso sim já estava combinado: quando PELÉ fizesse o MILÉSIMO GOL, o jogador correria até o meio do campo para abraçá-los.

“O jogo parado, o estádio inteiro calado. EU, A BOLA E O ANDRADA. Naquela hora tive um terrível medo de falhar. Fiquei nervoso. Sabia que todos esperavam o gol. Pouca gente viu, mas fiz o sinal da cruz antes de cobrar o PÊNALTI”, diz o próprio REI, em um de seus depoimentos sobre o dia histórico.
PELÉ partiu em direção à bola, deu a tradicional paradinha e chutou forte, no canto esquerdo, exatamente às 23h23. O goleiro ANDRADA caiu muito bem, até chegou a tocar na bola, mas não evitou o gol. Em entrevista ao jornal A Gazeta Esportiva, o goleiro disse que era sua obrigação defender aquele pênalti. “Naquele dia eu enfrentei o mundo. Em campo, não dava para escutar nem a respiração dos torcedores. Até a torcida do VASCO torceu contra mim”.BOLA NA REDE, fato consumado. BOLA DO JOGO (Foto). Enquanto o primeiro jogador profissional a marcar mil gols na história do futebol buscava a bola e a beijava, no intuito de correr em direção aos companheiros, dezenas de jornalistas invadiram o campo, cercando-o de câmeras e microfones. O primeiro depoimento, emocionado, foi dado ao repórter Geraldo Blota da Rádio Gazeta: “dedico este gol às criancinhas do Brasil”. O goleiro santista Agnaldo, que estava no meio do campo, correu em direção à PELÉ, engatinhou entre tantas pernas e levantou o REI em seus ombros. UMA FESTA INESQUECÍVEL.
Há controvérsias – A data entrou definitivamente para a história, mas até hoje discute-se a respeito da verdadeira data do MILÉSIMO GOL de PELÉ. De acordo com as contas do jornalista Thomaz Mazzoni, historiador da vida do REI, o gol teria acontecido cinco dias antes, na vitória do Santos sobre o Santa Cruz por 4 a 0 – PELÉ marcou dois e o terceiro teria sido o milésimo. A manchete de A Gazeta Esportiva do dia 13 foi “RECIFE aplaudiu o 1000º gol de PELÉ”. Mazzoni havia computado um gol de PELÉ sobre o Paraguai, pela Seleção Militar, no Sul-americano de 1959. Uma semana mais tarde, embora continuasse sustentando a versão de Mazzoni, A Gazeta Esportiva anunciou novamente o MILÉSIMO GOL.Outro jornalista e pesquisador que levantou a suspeita foi De Vaney, que na época trabalhava no jornal A Tribuna, de Santos. Para ele, PELÉ estava se deixando levar por interesses comerciais, já que entre o gol 998, no Nordeste, e o milésimo, houve uma verdadeira novela “O milésimo gol foi preparado para ser feito no Maracanã”, dizia. A polêmica voltou em 1995, quando a Folha de S. Paulo também refez a contagem e concluiu que o MILÉSIMO GOL aconteceu em 14 de novembro daquele ano, num amistoso contra o BOTAFOGO da Paraíba – jogo em que a imprensa e a diretoria do SANTOS haviam prometido que não iria acontecer.

Contestações à parte, a consagração do Maracanã, responsável por uma repercussão em jornais de todo o mundo - tão grande quanto a ida do homem à Lua naquele mesmo ano, imortalizou o feito de PELÉ.

FICHA TÉCNICAData: 19 de Novembro de 1969
Local: Estádio do Maracanã
Árbitro: Manoel Amaro de Lima

SANTOS 2 x 1 VASCO DA GAMA
Gols: Santos: PELÉ (pênalti) e Renê (contra)/ Vasco: Benetti

SANTOS: Aguinaldo; Carlos Alberto Torres, Ramos Delgado, Djalma Dias (Joel Camargo) e Rildo; Clodoaldo, Lima, Manoel Maria e Edu; PELÉ (Jair Bala) e Abel.

VASCO DA GAMA: Andrada; Fidélis, Moacir, Fernando e Eberval; Bougleaux, Renê, Acelino (Raimundinho) e Adílson; Benetti e Danilo Menezes (Silvinho).

* PELÉ GAROTO, ainda na escola...Quem diria que seria o REI DO FUTEBOL e faria 1000 GOLS na sua brilhante carreira - O ATLETA DO SÉCULO.
"Este time, o SANTOS F. C., na era "PELÉ", assombrou o mundo com um futebol de grande classe. Na Europa, África, Ásia e Américas, o SANTOS sempre deu espectáculo. Aqui é lembrança de um jogo na África, no Zaire, contra uma seleção local. DE PÉ: Lima, Zito, Joel, Haroldo, Geraldino, Gilmar e o Orlando Duarte - AGACHADOS: Na mesma ordem, da esquerda para a direita, Dorval, Mengálvio, Toninho, PELÉ e Pepe."

LG (14/11/2009)

quarta-feira, 10 de junho de 2009

REI PELÉ - Copa de 1958

* PELÉ e GARRINCHA na comemoração de um GOL na decisão da Copa do Mundo de 1958 na Suécia.

Era um domingo de muito sol aquele 29 de junho de 1958. E um domingo especial: o Brasil iria decidir a Copa do Mundo contra a Suécia.

Fui à missa cedo, como fazia todos os domingos, e às nove horas da manhã já estava com minha caixa de engraxate na calçada do bar frente à minha casa. Se fosse um domingo normal, eu trabalharia até as 11 e meia, almoçaria e iria para o cine São Geraldo, em pleno bairro da Lagoinha, bairro mal-afamado em Belo Horizonte. Ali assistiria a dois filmes que, tinha certeza, seriam faroestes.

O ar era de ansiedade. Às 11 horas guardei a minha caixa e corri para o armazém do turco Maron Rachid, que colocara um rádio em alto volume e que já falava da Suécia. O som era ruim, ia e vinha em ondas que aumentavam o compasso das batidas do coração.

Ouvi alguém dizer que no bar do seu Joaquim, a três quarteirões dali, o som estava melhor. Não tive dúvidas: corri para lá. Bobagem: o drama era o mesmo.

As pessoas se aglomeravam em torno do aparelho de marca Invictus, ouvidos atentos e olhos na luz verde estampada no mostrador: era o olho mágico – quanto mais intensa ficasse a luz, melhor o som.

Além da ansiedade, havia certo medo. Será que vamos repetir 1950? Eu perguntava detalhes da tragédia que não assisti: a perda da Copa do Mundo de 50, em pleno Maracanã, para o Uruguai.

Provavelmente, eu era o único menino no meio daqueles adultos, mas o futebol já era minha paixão.

O narrador, com voz grave, anuncia uma modificação de última hora na escalação: Djalma Santos entra no lugar de De Sordi, que fora o titular em todos os outros jogos.

Mau sinal, vaticina um pessimista. Que nada!, rebate outro jurando que Djalma Santos era melhor.

Começa o jogo e logo aos quatro minutos um tal de Liedholm faz 1 a 0 para a Suécia. O grito de gol do narrador é frio, curto e desanimado. Aqui não vai dar, pensei comigo. E saí correndo para o armazém do Maron. Mal cheguei, Vavá empatava o jogo. “É aqui que tenho de ficar”, disse para mim mesmo.

Ali fiquei até o minuto final, depois que Pelé, aos 45 minutos, marcou o quinto gol da vitória por 5 a 2. Passei as duas horas seguintes correndo de um rádio para o outro, ouvindo o que os adultos comentavam.

Aquele domingo não marcou apenas a alegria de um garoto ou a recuperação de um futebol derrotado em casa anos antes. Na verdade, foi um divisor de tempo. Até ali, era comum no mundo dito civilizado – entenda-se Europa e América – afirmar-se que a capital do Brasil era Buenos Aires. Ou que as pessoas poderiam ser atacadas por perigosas cobras nas ruas das cidades.

Dali para frente, um novo olhar se debruçou sobre o Brasil. O mundo foi procurar no mapa onde ficava esse tal de Brasil, cuja capital era – agora sim – o Rio de Janeiro. E também como nesse país tão distante e obscuro apareceu, de repente, um rei, que então ninguém sabia, mas iria reinar para sempre: o Rei Pelé.

Mario Marinho é comentarista da rádio Eldorado SP e diretor da revista O Mundo do Futebol.