RECORDAR É VIVER

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

GYLMAR DOS SANTOS NEVES É ENTERRADO SOB SALVA DE PALMAS!!!

Gylmar dos Santos Neves é enterrado sob salva de palmas

Goleiro nas conquistas do bicampeonato mundial da Seleção (1958 e 1962) e do Santos (62/63) faleceu aos 83 de idade, dias após sofrer infarto

Enterro Gylmar dos Santos Neves (Foto: David Abramvezt)
  Gylmar dos Santos Neves é enterrado em São Paulo nesta segunda-feira (Foto: David Abramvezt)
 Debaixo de uma sonora e emocionante salva de palmas, e com a presença de campeões mundiais pela Seleção Brasileira e pelo Santos, o ex-goleiro Gylmar dos Santos Neves foi enterrado, às 15h, desta segunda-feira, no Cemitério do Morumbi,  na Zona Sul de São Paulo. Bicampeão do mundo nas Copas de 1958, na Suécia, e 1962, no Chile, Gylmar, que faleceu no último domingo seis dias depois de sofrer um infarto, entrou para a história como um dos melhores arqueiros de todos os tempos.
 
Companheiros de glórias tanto na Seleção como no Peixe, o ex-volante Zito e o ex-atacante Pepe foram dos mais emocionados no enterro do amigo.
 
– O Santos atacava muito e ficava muito exposto, assim o Gylmar pôde aparecer e mostrar a sua enorme qualidade. Ele era um goleiro fantástico, quase infalível e um ótimo amigo. É uma grande perda para o futebol brasileiro e mundial. Vai deixar saudades. Foi uma honra ter jogado com ele – afirmou Pepe.
 
Presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, também foi ao cemitério prestar as suas homenagens em nome da entidade. Outros que estiveram no local foram ex-jogadores como Jair da Costa (campeão com o Brasil, em 62) e Dorval (bicampeão do mundo com o Santos, em 62 e 63), além de atletas que não atuaram com Gylmar, mas usufruíram de seu legado com a camisa canarinho, como Zé Maria, lateral-direito reserva na conquista do tri, em 1970, Cafu, ex-lateral e capitão brasileiro na conquista do penta, em 2002, além de Zetti, arqueiro reserva no tetra em 1994.
 
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Por David Abramvezt São Paulo
26/08/2013 15h14 - Atualizado em 26/08/2013 15h59

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

RECORDAR É VIVER - SELEÇÃO ARACATIENSE DE 1969!!!

SELEÇÃO DE ARACATI DE 1969: EM PÉ da esquerda para a direita: 1º) Jonas, 2º) Flávio de Nelsinho, 3º) Paizinho, 4º) Airton, 5º) Armando Rosalino  (SATANÁS), 6º) Cachaça, 7º) Helídio Caminha - AGACHADOS na mesma ordem: 1º) Nardim, 2º) Josenor (Jogou pelo Ceará SC(, 3º) Bóca, 4º) Gerlúcio Giló (Jogou pelo Fortaleza EC), 5º) Antônio de Biel.
 
Netinho Ponciano
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23/08/2013

sábado, 27 de julho de 2013

FERROVIÁRIO CAMPEÃO INVICTO, EM 1968, COMPLETA 45 ANOS!!!

FERRÃO CAMPEÃO INVICTO EM 1968
Conquista invicta de 1968 do Ferroviário completa 45 anos

O último campeão invicto! Assim é conhecido até hoje o time de 1968 do Ferroviário, que conquistou o campeonato cearense daquele ano com ampla supremacia e entrou para história do futebol alencarino. Nesse domingo, dia 28, celebra-se o 45° aniversário daquela brilhante conquista.

Na ocasião, a diretoria coral passara por uma renovação e a chegada de jovens engenheiros da Rffsa para comandar os destinos do clube enchera de esperança a torcida coral, que não comemorava um título há 16 anos. Capitaneados pelo presidente Elzir Cabral, dirigentes como José Rêgo Filho, Ruy do Ceará, Cândido Pamplona e um grupo de abnegados corais quebravam o jejum e começavam a escrever uma nova história para o clube.

O jogo decisivo foi contra o Fortaleza, que também brigava pelo título. João Carlos marcou para o Ferrão e Croinha anotou o seu. O empate de 1x1 garantiu a conquista coral. O treinador Ivonísio Mosca de Carvalho contou em campo naquela tarde com a seguinte formação: Cavalheiro, Wellington, Flodoaldo (Luiz Paes), Gomes e Barbosa; Edmar e Coca Cola; Mano, João Carlos, Paraíba e Raimundinho (Lucinho).

O volante Edmar, titular absoluto em toda a campanha coral, comentou sobre mais um aniversário daquela conquista: "Foi uma festa memorável após a partida. Nunca vi nada igual. Era um grande time. Não perdemos pra ninguém. Nós jogávamos por música e tínhamos o suporte de uma diretoria cheia de gente jovem e de palavra. Tenho orgulho de fazer parte daquela geração", disse.

Do interior do Rio Grande do Sul, seu estado natal, o goleiro Cavalheiro também mandou uma mensagem de aniversário referente à conquista: "1968 foi um ano emblemático em todo país pela conjuntura social e política que vivíamos no país. Conquistar um título naquele ano pelo Ferroviário, time de origem humilde e proletária, e ainda de forma invicta, foi um dos maiores feitos da carreira daqueles jogadores. O Ferrão está eternizado no meu coração", comentou.

No mês passado, em alusão aos 80 anos do clube, o Ferroviário lançou oficialmente uma publicação histórica com a ficha técnica de todos os jogos de sua gloriosa história. Como não poderia deixar de ser, a sequência invicta de 1968 é um capítulo especial do "Almanaque do Ferrão", que pode ser encontrado nas bancas de revistas de Fortaleza, na Ler Livraria (Shopping Aldeota e Shopping Molina), na Futebol Clube Store (Shopping Aldeota), no Restaurante Tronco do Gaúcho, na sede do clube na Vila Olímpica Elzir Cabral e na loja virtual do Ferrão com entrega para todo o país.

Link: http://www.ferroviario.com.br/noticia.asp?id=5219
Conquista invicta de 1968 do Ferroviário completa 45 anos

O último campeão invicto! Assim é conhecido até hoje o time de 1968 do Ferroviário, que conquistou o campeonato cearense daquele ano com ampla supremacia e entrou para história do futebol alencarino. Nesse domingo, dia 28, celebra-se o 45° aniversário daquela brilhante conquista.

Na ocasião, a diretoria coral passara por uma renovação e a chegada de jovens engenheiros da Rffsa para comandar os destinos do clube enchera de esperança a torcida coral, que não comemorava um título há 16 anos. Capitaneados pelo presidente Elzir Cabral, dirigentes como José Rêgo Filho, Ruy do Ceará, Cândido Pamplona e um grupo de abnegados corais quebravam o jejum e começavam a escrever uma nova história para o clube.

O jogo decisivo foi contra o Fortaleza, que também brigava pelo título. João Carlos marcou para o Ferrão e Croinha anotou o seu. O empate de 1x1 garantiu a conquista coral. O treinador Ivonísio Mosca de Carvalho contou em campo naquela tarde com a seguinte formação: Cavalheiro, Wellington, Flodoaldo (Luiz Paes), Gomes e Barbosa; Edmar e Coca Cola; Mano, João Carlos, Paraíba e Raimundinho (Lucinho).

O volante Edmar, titular absoluto em toda a campanha coral,
comentou sobre mais um aniversário daquela conquista: "Foi uma festa memorável após a partida. Nunca vi nada igual. Era um grande time. Não perdemos pra ninguém. Nós jogávamos por música e tínhamos o suporte de uma diretoria cheia de gente jovem e de palavra. Tenho orgulho de fazer parte daquela geração", disse.

Do interior do Rio Grande do Sul, seu estado natal, o goleiro Cavalheiro também mandou uma mensagem de aniversário referente à conquista: "1968 foi um ano emblemático em todo país pela conjuntura social e política que vivíamos no país. Conquistar um título naquele ano pelo Ferroviário, time de origem humilde e proletária, e ainda de forma invicta, foi um dos maiores feitos da carreira daqueles jogadores. O Ferrão está eternizado no meu coração", comentou.

No mês passado, em alusão aos 80 anos do clube, o Ferroviário lançou oficialmente uma publicação histórica com a ficha técnica de todos os jogos de sua gloriosa história. Como não poderia deixar de ser, a sequência invicta de 1968 é um capítulo especial do "Almanaque do Ferrão", que pode ser encontrado nas bancas de revistas de Fortaleza, na Ler Livraria (Shopping Aldeota e Shopping Molina), na Futebol Clube Store (Shopping Aldeota), no Restaurante Tronco do Gaúcho, na sede do clube na Vila Olímpica Elzir Cabral e na loja virtual do Ferrão com entrega para todo o país.

Ferroviário Atlético Clube
Link:
http://www.ferroviario.com.br/noticia.asp?id=5219
 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

NÁUTICO ATLÉTICO CLUBE - Recordar é Viver!!!


NÁUTICO ATLÉTICO CLUBE - Campeão da 2ª Divisão.
 
EM PÉ da esquerda para a direita: 1º) Francisco Alves da Costa, 2º) Manuel Pereira da Costa, 3º) Francisco de Elvina (Chiquinho),4º) Nestor Giló (goleiro), 5º) Gerardo Bernardo da Silva, 6º) Toinho, 7º) João Liberato Soares, 8º) Francisco Gomes, 9º) Nelson Giló.
 
AGACHADOS na mesma ordem: 1º) Sr. Ananias Bernardo, 2º) Geraldo Cirino, 3º) João Gurgel Graça, 4º) João Garrancho, 5º) João Fortaleza, 6º) Zé Barra de Aço, 7º) José da Costa Lôbo.

Pesquisa de: Aldeize Ponciano com Seu Ananias, Geraldo Cirino, João Garrancho, João Fortaleza e Zé Barra de Aço.
 
Comentários (RELEMBRAR É VIVER)

 Carlos Medeiros Netinho, eu estava procurando Tio João Garrancho. Eu sabia que ele tinha jogado no Náutico, papai me contou que ele era craque...
Raimundo N. Silva, olha aí e mostra pra papai.

Rejane Maria eu sempre procurei meu pai nestas fotos antigas até que fim encontrei meu Paixão querido. João Fortaleza.
Eulina Zaranza Maravilha!

André Menezes Não tem a data??
Netinho Ponciano André, acho que é década de 40.

André Menezes é muito "chão"!!!
Pesquisa de: Aldeize Ponciano, Seu Ananias, Geraldo Cirino, João Garrancho, João Fortaleza e Zé Barra de Aço.
FOTO de Netinho Ponciano
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quarta-feira, 20 de março de 2013

CORPO DE EMÍLIO SANTIAGO É VELADO NA CÂMARA DOS VEREADORES, NO RIO!!!

Corpo de Emílio Santiago é velado na Câmara dos Vereadores, no Rio
Carro com o caixão chegou ao local por volta das 14h desta quarta-feira, 20. Soca, secretário de Emílio, e Alcione se emocionaram na despedida.
Corpo de Emílio Santiago chega à velório no Rio (Foto: Roberto Teixeira / EGO)
A cantora Alcione foi uma das primeiras a se despedir de Emílio Santiago (Foto: Roberto Teixeira / EGO)

O corpo de Emílio Santiago chegou à Câmara dos Vereadores no Rio por volta das 14h desta quarta-feira, 20. Os amigos e parentes presentes - cerca de 100 pessoas - aplaudiram de pé o cantor, que morreu pela manhã. O velório será aberto ao público até as 21h. O corpo vai passar a noite no local, que será reaberto na quinta-feira, 21, das 7h às 10h. Depois, será levado para o Memorial do Carmo, onde acontece o enterro.
Soca, secretário pessoal de Emílio, passou mal minutos depois da chegada do caixão, sentado ao lado de Zélia Duncan e Alcione. Ele foi atendido por uma médica da Câmara e levado, amparado e tremendo muito, para outro local.
A cantora Alcione foi a primeira a se aproximar do corpo de Emílio Santiago, que está coberto por uma bandeira do Botafogo e outra da Mangueira, que homenageia o centenário de Cartola. Chorando muito, ela fez uma oração e precisou ser amparada pelas irmãs. Ao deixar o local, Alcione falou novamente sobre o amigo.

Velorio de Emilio Santiago (Foto: Roberto Teixeira/EGO)
Alcione se emociona e é amparada pelas irmãs (Foto: Roberto Teixeira/EGO)
"Tem horas em que eu me sinto viúva do Emílio, nós eramos uma família. Ele era um grande irmão, amigo e grande cantor desse país. Perdemos uma voz. Agora o Brasil ficou sem voz. Só temos o Cauby Peixoto", disse.
Marília Pêra, Marcos Valle, Nana Caymmi, Elba Ramalho, Fagner, Mart'nália e Zezé Motta também estão no velório. "Em todo espetáculo que fiz, eu via o Emílio na plateia. Ele sempre ia prestigiar. Ele tinha uma técnica vocal especial, um timbre especialíssimo, uma coisa divina. Era a maior voz do país, segundo a Nana Caymmi. Para mim, era uma das maiores, porque a Nana também é", disse Marília. Na saída do velório, ela fez mais elogios a Emílio: "Nós éramos amigos profissionais. Minha mãe era amiga íntima dele. O Brasil perdeu o veludo da voz e a técnica perfeita."

Nana Caymmi no velorio de Emilio Santiago (Foto: Roberto Filho/ AgNews)
Nana Caymmi beija Emilio (Foto: Roberto Filho/ AgNews)
Muito abalada com a perda do amigo, Nana precisou ser amparada a se aproximar de seu caixão e foi levada para se sentar em uma cadeira. "O Brasil vem perdendo muitas vozes. Essa agora do Emílio foi uma surpresa para todos. Foi uma fatalidade. Desde o dia 7 eu estava rezando para que isso não se estendesse porque o dano foi muito grave", disse a cantora, lembrando que foi madrinha de formatura de Emílio: "Estou perdendo um irmão. Ele era a voz mais importante do Brasil depois de Jamelão. Acho que o Brasil sabe disso''.
Nana também exaltou o trabalho do amigo: "A coisa mais importante para ele era a qualidade, o que é raro na música brasileira. As pessoas cantam suas bobagens, fazem sucesso fora do país e acham que estão criando uma grande coisa. Mentira. A música no Brasil parou depois de Tom Jobim", afirmou ela, acrescentando que o cantor esteve em seu último show: "Mas ele não foi ao meu camarim porque tinha uma fila grande. Eu vou sempre lembrar da valsa que dancei com ela como principal amiga na formatura. Ele queria que o Brasil racista visse formado um advogado negro".
Uma das maiores vozes do Brasil
O músico Marcos Valle lembrou da primeira vez que viu Emílio cantar: “Eu estava no júri no primeiro festival de que Emílio participou. Me impressionei muito e votei nele. O que mais impressionava era o timbre da voz, aquela voz de veludo que ele tinha. E isso muito jovem. Ele tinha um gingado, era um conjunto muito interessante. Com o tempo ele juntou uma musicalidade e se tornou o que é hoje. Gravou muitas músicas minhas e eu agradeço a ele por ter colocado essa voz tão linda nas minhas canções. Para vocês terem uma ideia, no seu penúltimo CD tinham quatro músicas minhas. No último, ele gravou ‘Samba de verão’. A saudade é muito grande”.
Elba Ramalho, que passou um bom tempo fazendo um oração diante do corpo, também exaltou o talento do amigo e vizinho: ''Vim fazer uma homenagem sincera com o coração dolorido, mesmo sabendo que a morte é o começo de uma vida nova. Ele era meu vizinho de sítio e a se visitava muito. Ele sempre estava presente nos meus aniversários, era um parceiraço. Hoje fui à missa ao meio-dia e a ofereci para ele. Aqui eu fiz uma oração longa porque repeti o Ofício de Nossa Senhora. Oração é a única coisa que podemos oferecer quando alguém morre. O espírito já está num lugar de luz. Ele tinha a maior voz depois da de Cauby Peixoto. Dona de uma voz belíssima, e que tinha muito bom gosto, sempre foi uma pessoa muito agradável. A gente ria muito juntos''.
Evandro Jr., amigo do cantor há mais de 30 anos, também falou emocionado sobre a morte de Emílio. "Perder um amigo depois dos 50 anos é complicado, são mais de 30 anos de amizade. É um amor de amigo. É como amor de tesão, fica a vida toda", disse.
Emílio Santiago morreu nesta manhã, às 6h30, após complicações de um AVC. Amigos do cantor se reuniram desde cedo no hospital Samaritano, onde ele estava internado há 10 dias.
Emocionada, Alcione falou com a imprensa na porta do hospital. "Eu o vi pouco antes de ele ser levado para o CTI. Passei a mão no braço dele e falei: ‘Estou aqui’. Ele respondeu: 'Que bom, minha irmã'", disse Alcione.
"Como que o Brasil vai poder viver sem essa voz? Como eu vou poder viver sem meu amigo? Sempre cantamos juntos, mas agora, com certeza, ele está com seu Luiz e dona Ercília, os pais dele, que gostavam muito dele. Está lá junto de muitos cantores maravilhosos, que estão fazendo festa para ele. A gente tem mais que se conformar, pedir a Deus que seja bem recebido, aos espíritos socorristas nesse momento. Ele deve estar muito bem, porque nunca fez mal a ninguém. Só cantou o amor e a beleza desse país. Agora vamos nos conformar e rezar", lamentou a cantora.
Velorio de Emilio Santiago (Foto: Roberto Teixeira/EGO)
Soca, secretário de Emílio, emocionado ao lado de Alcione e Zélia Duncan (Foto: Roberto Teixeira/EGO)
Emílio Santiago estava internado no CTI do Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, desde o dia 7 deste mês, veio a óbito às 6h30, como informa boletim divulgado pela assessoria do hospital.
"Emílio Santiago, 66 anos, faleceu hoje, dia 20 de março, às 06h30, no Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O cantor teve complicação no quadro clínico de AVC isquêmico, o que causou sua morte. Ele estava internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do hospital desde o dia 07 de março de 2013. Márcio Ananias - Clínica Médica e Terapia Intensiva".
Despedida emocionada
Às 16h30, o padre Marcos Wiliam, da Paróquia Imaculada Conceição de Botafogo, reuniu os amigos presentes no velório para prestar uma última homenagem ao cantor. O padre falou da postura sempre discreta de Emílio, e comentou que ele era um devoto muito dedicado. ''Algumas vezes eu pedia que ele emprestasse a beleza de sua voz, e ele entoava uma 'Ave Maria'. Certamente Emílio vai dar um som especial ao coro dos anjos e torná-lo mais bonito''. concluiu o padre. Então todos os presentes deram as mãos e rezaram um Pai Nosso. Depois disso, padre Marcos contou que o Emiliio era devoto de Nossa Senhora e sempre estava presente na Paróquia Imaculada Conceição de Botafofgo, e pediu que os colegas fizessem uma homenagem final a ele. Mart'nália puxou um coro, cantando a música ''Saigon''. Depois, Elba Ramalho cantou ''Ave Maria'', emocionando a todos sob uma salva de palmas.
Zezé Motta seguiu chorando bastante: ''A última vez que a gente se encontrou foi no aerporto, e a última coisa que eu disse a ele foi 'boa viagem'. Foi uma perda inestimável. Estou muito zonza, não consigo mais raciocinar''.
Mart´nália também deu uma declaração emocionada: 'Ele era um grande amigo. Para mim, era a maior voz do Brasil. Sempre participei das coisa dele, ele me ensinou a cantar, e sempre me incentivou muito. O que fica para mim é a nossa alegria na Mangueira e na Vila Isabel''.
''O que esse grande amigo vai deixar é só saudade. Era uma grande figura e com certeza o que mais vou me lembrar dele era daquele sorriso, aquela gargalhada maravilhosa", concluiu o cantor Fagner.
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FOTOS
Velorio de Emilio Santiago (Foto: Roberto Teixeira/EGO)
A cantora Alcione se despede do amigo na Câmara dos Vereadores (Foto: Roberto Teixeira/EGO)
Velorio de Emilio Santiago (Foto: Roberto Teixeira/EGO)Evandro Jr. se depende do amigo de mais de 30 anos (Foto: Roberto Teixeira/EGO)

Coroa de Flores no velório de Emílio Santiago (Foto: Roberto Filho/AgNews)
A coroa de flores enviada por Zeca Pagodinho (Foto: Roberto Filho/AgNews)
Corpo de Emílio Santiago chega à velório no Rio (Foto: Roberto Teixeira / EGO)
A chegada do corpo à Câmara dos Vereadores, no Rio (Foto: Roberto Teixeira / EGO)
Velorio de Emilio Santiago (Foto: Roberto Teixeira/EGO)
O velório de Emílio Santiago (Foto: Roberto Teixeira/EGO)
Velorio de Emilio Santiago (Foto: Roberto Teixeira/EGO)Nana Caymmi e Marília Pêra no velório de Emílio Santiago (Foto: Roberto Teixeira/EGO)
Nana Caymmi no velorio de Emilio Santiago (Foto: Roberto Filho/ AgNews)Nana chora diante do caixão de Emílio (Foto: Roberto Filho/ AgNews)

Velorio de Emilio Santiago (Foto: Roberto Teixeira/EGO)
O caixão com as bandeiras do Botafogo e da Mangueira (Foto: Roberto Teixeira/EGO)
Priscila Bessa e Léo Martinez
do EGO, no Rio

CANTOR EMÍLIO SANTIAGO MORRE NO RIO!!!

Cantor Emílio Santiago morre no Rio

Cantor estava internado na CTI do Hospital Samaritano.
Ele havia sofrido um acidente vascular cerebral.

Emílio Santiago faz show em casa de show em Campinas (Foto: Alexandre Moreira/ Divulgação)
Emílio Santiago morre aos 66 anos no Rio
(Foto: Alexandre Moreira/ Divulgação)
A morte do cantor Emílio Santiago, divulgada na manhã desta quarta-feira (20), repercutiu entre famosos nas redes sociais. Às 8h20, o nome do músico já figurava nas listas brasileira e mundial de assuntos mais comentados no Twitter.
 
O cantor Emílio Santiago, de 66 anos, morreu na manhã desta quarta-feira (20) no Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. De acordo com o hospital, o artista morreu em função de complicações decorrentes de um acidente vascular cerebral isquêmico (AVC) que sofreu em 7 de março.
Emílio Santiago morreu às 6h30, após permanecer 13 dias internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI). O velório do cantor será realizado na Câmarara de Vereadores do Rio, no Centro, a partir das 12h desta quarta, e será aberto ao público. O enterro do artista acontecerá às 11h desta quinta-feira (21) no Memorial do Carmo, no Caju, na Região Portuária do Rio. Ele será enterrado ao lado do local onde sua mãe foi sepultada.
Vencedor de diversos festivais de música, Emílio iniciou a carreira na década de 70 e gravou grandes sucessos como "Saygon", "Lembra de mim" e "Verdade chinesa". O último disco do cantor foi "Só danço samba (ao vivo)", lançado em 2012, junto com um DVD.
Paixão pela música
Emílio Santiago nasceu em 1946 na cidade do Rio. Formou-se em Direito pela Faculdade Nacional de Direito, mas a paixão pela música fez com que ele iniciasse sua carreira participando de diversos festivais de música, sendo vencedor de muitos deles. "Transas de amor", seu primeiro compacto, saiu em 1973. A estreia em um álbum cheio aconteceu dois anos mais tarde. Autointitulado, o trabalho trazia interpretações de canções de nomes como Ivan Lins, Gilberto Gil, Nelson Cavaquinho e Jorge Ben.

Conhecido pelo tom de voz ao mesmo tempo grave e suave, o cantor apresentou diferentes gêneros durante sua carreira, mas esteve especialmente voltado para a música romântica, a MPB e o samba. Em 1988, lançou "Aquarela brasileira", o primeiro disco da série criada por Roberto Menescal e Heleno Oliveira. O álbum trouxe a releitura de 20 clássicos da música brasileira, como "Sampa" (Caetano Veloso), "Anos dourados" (Chico Buarque e Tom Jobim) e "Eu sei que vou te amar" (Tom Jobim e Vinicius de Moraes).

A série "Aquarela brasileira", responsável por aumentar consideravelmente sua popularidade no país, teve mais seis volumes, o último deles lançado em 1995. Um de seus mais importantes trabalhos, "Feito para ouvir", de 1977, foi reeditado pela Dubas Musica em 2009. Outro relançamento em sua carreira aconteceu em 1989 com "Brasileiríssimas", seu segundo disco, originalmente de 1976. Entre seus maiores sucessos estão "Saigon", "Verdade chinesa", "Lembra de mim", "Vai e vem", "Tudo que se quer" e "Flor de lis".
Seu último disco saiu em 2012, uma versão ao vivo de "Só danço samba", de 2010 – que, por sua vez, foi o primeiro trabalho do selo Santiago Music. O álbum é uma homenagem ao "rei dos bailes" Ed Lincoln, trazendo canções que fizeram sucesso nos clubes do Rio de Janeiro nos anos 60, além de músicas atuais de artistas como Mart'nália, Jorge Aragão e Dona Ivone Lara. Ao todo, sua discografia conta com 30 álbuns e 4 DVDs.
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Do G1 Rio - 20/03/2013 07h15
Atualizado em 20/03/2013 10h46

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

MOZART GOMES "O MOZARZINHO", ÍCONE DO FUTEBOL CEARENSE!!!

Biografia de Mozart Gomes, ícone do futebol cearense, será lançada nesta quinta-feira
Mozart foi um dos grandes craques do futebol cearense (Foto: Arquivo O POVO )
Mozart foi um dos grandes craques do futebol cearense (Foto: Arquivo O POVO )
Uma vida intensa, em dois tempos de um jogo único - o do próprio viver. O primeiro tempo se deu nos campos de praças, nos asfaltos das ruas, nos gramados de Norte a Sudeste. O segundo, em bares da Gentilândia à Copacabana, em cabarés do Curral à Lapa, em paixões desregradas por fulanas e no amor definitivo por Baiana.

Os dois tempos, intensamente vividos pelo craque Mozart Araújo Gomes, o Mozarzinho (1939-2009), se enredam e se imortalizam na biografia Mozart - uma Trajetória Inquieta no Futebol. Escrita por Saraiva Júnior, cronista e amigo, a biografia - capítulos de encontros, desencontros e reencontros - será lançada na noite desta quinta-feira.

A trajetória por jogos e noites foi refeita pelo próprio Mozart, em entrevistas realizadas durante caminhadas na praça Argentina Castello Branco (Fátima), 25 anos depois da amizade iniciada no bairro Benfica. “Eu jogava bola na rua do Mozart (rua Adolfo Herbster). Por volta de 68, 69, participei de uma ‘peneirada’ do Fortaleza (clube do craque). E, na juventude, cheguei a tomar umas e outras com o Mozart”, assinala Saraiva.

O glorioso jogador cearense, dono de singulares “habilidade, arrancada e chute potente”, sempre habitou o imaginário dos loucos por futebol. “Quando tinha jogo do Ceará e do Fortaleza, o pessoal vinha de Fusca, de Senador Pompeu (sertão do escritor) para cá, assistir... Tem uma jogada do Mozart que está na cabeça de toda criança: as bicicletas. Ele tinha uma facilidade incrível para dar bicicletas”, sublinha o cronista.

Fama e funcionalismo público

Mozarzinho, irmão do meio-campista Moésio Gomes (1934-1992) e sobrinho do técnico França, já vestia a camisa 11 do Fortaleza aos 16 anos. Entre as décadas de 1950 e 1960, o “canhoto que driblava pelo lado direito” ganhou fama no País do futebol. “Não é exagero compará-lo a Garrincha, o maior ponta direita de todos os tempos , no que diz respeito às jogadas-padrão de ambos”, compara Saraiva Júnior.

O ápice - e a solidão - foi alcançar o Fluminense de Telê, Castilho e Pinheiro, em 1958. Mas o cearense não teve espaço no time. “Não havia amizade verdadeira entre os jogadores. Fiz apenas um amigo, o Altair (lateral-esquerdo)”, contou.

Entre um jogo e o próximo, e entre uma desilusão e outra, Mozart “procurava refúgio na bebida” e nos prostíbulos, contrapõe Saraiva Júnior. De volta a Fortaleza, equilibrou-se em um emprego nos Correios e sossegou no amor de Eugênia Maria (Baiana), da família Nepomuceno, com quem se casou em 1965. Em seu saldo de gols, viveu como escolheu (por pensar que morreria cedo). Intensamente. (Ana Mary C. Cavalcante)

SERVIÇO

Mozartuma Trajetória Inquieta no Futebol
O quê: biografia do craque cearense, escrita por Saraiva Júnior
Quando: lançamento hoje, a partir das 19 horas
Onde: restaurante Parque Recreio (av. Rui Barbosa, 2727 - Dionísio Torres).
Preço: R$ 25

SAIBA MAIS
Livros que narram o futebol cearense

- PV: biografia de uma paixão. Corpo, Alma e Coração do Estádio Presidente Vargas. (2011), de Ciro Câmara e Cláudio Ribeiro

- Futebol Cearense: a História (2011), de Alberto Damasceno

- Presepadas no Mundo da Bola (2003), de Alberto Damasceno

- Futebol Cearense: Retalhos Históricos ( 2007), de Alfredo Sampaio

- Ceará Sporting Clube: um Retrato em Preto e Branco (2004), de Lúcio Chaves Holanda

- Ceará x Fortaleza: Grandes Clássicos-Rei da História (2006), de Airton de Farias e Vagner de Farias

28.02.2013| 08:07