RECORDAR É VIVER

segunda-feira, 16 de julho de 2012

CAMPEÃO CEARENSE DE 1974!!!!

FORTALEZA ESPORTE CLUBE CAMPEÃO CEARENSE DE 1974: EM PÉ: LULINHA (Goleiro), PEDRO BASÍLIO, OZÍRES, JOSÉ CARLOS HENRIQUE, LOURO E RONNER - AGACHADOS: HAROLDO, HAMILTOM MELO, LUCINHO, CHINEIZINHO E GERALDINO SARAVÁ.

LG
15/07/2012

quinta-feira, 12 de julho de 2012

RELEMBRE "BECHARA": CAMPEÃO E ÍDOLO!!!

Relembre Bechara, campeão e ídolo por Ceará e Fortaleza

Bechara em sua última passagem pelo Fortaleza (Foto: Divulgação/Fortaleza)

O ex-jogador Bechara, natural de Maranguape, faz parte um grupo que conseguiu vencer e ser ídolo com as camisas de Ceará e Fortaleza. Mortal nas cobranças de faltas (foram 46 gols na carreira desta forma) e dono de um estilo de jogo clássico, o jogador vestiu camisas importantes do futebol brasileiro como Santos e Portuguesa, além de ter sido vice campeão brasileiro em 2001 com o São Caetano. Atualmente sócio de uma empresa de softwares e representando alguns jogadores, Bechara falou com a equipe do Jangadeiro Online.

Início fulminante com a camisa alvinegra

Bechara começou a carreira nos juvenis do Fortaleza, mas foi profissionalizado pelo arquirrival em 1996
. Com belos gols e grandes atuações, Bechara conquistou três títulos estaduais com o alvinegro. Perguntado pela reportagem do Jangadeiro Online, o ex-volante disse que a decisão do campeonato cearense de 1997 foi inesquecível e ainda fez revelações sobre o jogo.

“Sonhei que marcaria aquele gol (o primeiro do Vovô na vitória por 3 a 2). Falei para um fotógrafo, vai para atrás do gol, que eu vou fazer. E fiz”.

Briga com técnico e amizades no Santos

Negociado com o Santos, Bechara se desentendeu com o técnico Emerson Leão
e foi emprestado para o Botafogo-SP. Entretanto, ele lembra com carinho dos tempos de Vila Belmiro, principalmente das disputas nas cobranças de falta com Marcos Assunção e Anderson Lima.

“A gente brincava. Quem levasse a melhor ganhava um McLanche Feliz. E eu vencia muitas vezes, apesar dos dois serem dois monstros. Não podia bater nos jogos, mas nos treinos eu ganhava (risos).”


Gols, títulos e idolatria no Leão

Em 2000, Bechara foi contratado pelo Fortaleza
. Atuando mais avançado que nos tempos do Ceará, foi destaque do time que venceu o estadual e impediu o penta do rival. Ainda no mesmo ano, o Leão fez grande campanha na Copa João Havelange.

“Nosso time era muito bom. Dava para saber que aquela base conseguiria levar o Fortaleza para primeira divisão. Jogo no PV então? Era certeza de vitória”.


Ele ainda voltaria ao Tricolor de Aço em 2006 e 2010. No último ano com a camisa do Leão, mesmo jogando pouco, ainda conquistou o seu sexto título do campeonato cearense, terceiro pelo clube do Pici.

Lance curioso com Igor

Durante a Série A de 2006
, durante um jogo contra o São Caetano, aconteceu o lance mais bizarro da carreira de Bechara. Ele e Igor correram para cobrar uma falta e se chocaram. No lance, pior para o Igor, que se contundiu com gravidade.

“Eu não o vi. Parti para cobrar a falta e ele apareceu do nada na minha frente e acabei chutando a perna dele. Foi uma fatalidade o que aconteceu com ele.”

Outros clubes

Perguntado qual o melhor time em que atuou fora do estado
, Bechara fez questão de citar o Marília de 2003.

“Olha só o meio de campo: Zé Luis (ex-São Paulo), Eu, Juca (atualmente no Ceará) e Éder. Na frente Basílio e Camanducaia. No banco ainda tínhamos Everaldo (hoje no Necaxa-MEX), João Marcos (volante do Ceará), Marquinhos Paraná. Não conseguimos o acesso porque estávamos no mesmo grupo de Palmeiras e Botafogo.”


Mais informações

Nome: Bechara Jalkh Leonardo Oliveira

Natural de: Maranguape, Região Metropolitana de Fortaleza
Data de nascimento: 25 de fevereiro de 1976

Clubes: Ceará, Santos, Botafogo-SP, União São João-SP, Fortaleza, São Caetano, Paulista, Atlético-MG, Marília-SP, Cabofriense, Portuguesa, Al-Hilal (Arábia Saudita), Aalesund (Noruega), Odense (Dinamarca) e Vejle (Dinamarca).

Títulos

Ceará: Campeonato Cearense: 1996, 1997 e 1998

Santos: Copa Conmebol: 1998

Fortaleza: Campeonato Cearense: 2000, 2001 e 2010

Al-Hilal: Campeonato Saudita: 2005

Odense: Copa da Dinamarca: 2007

Por Caio Costa
Às 9:28 de 12/07/2012
Atualizada às 12:08

quarta-feira, 20 de junho de 2012

RELEMBRE JUANUÁRIO!!!

Relembre Januário, o capitão do tetra do Ceará em 99

Januário optou por viver na capital cearense após pendurar as chuteiras (Foto: Reprodução/TV Jangadeiro)

O torcedor mais saudosista do Ceará Sporting Club certamente se lembra com muito carinho de Antônio Januário Martins, mais conhecido apenas como Januário. Hoje, aos 43 anos, o ex-jogador acumula oito títulos conquistados em 16 anos de carreira, tendo no currículo passagens por Cruzeiro-MG, Botafogo-RJ, América-RJ, Juventus-SP, Matonense-SP, Botafogo-SP, Paysandu-PA e ABC-RN.

Quando Januário chegou em Porangabuçu em 1999
, logo conquistou não só a vaga de titular, mas também a braçadeira de capitão e ganhou o título daquele ano. Foi um marco para o clube, pois foi o segundo tetracampeonato da História do Ceará. E ele relembrou em entrevista à TV Jangadeiro sobre a conquista: “Tivemos muitos problemas durante a competição. O time passava por uma fase muito ruim, jogadores com salários atrasados, no dia da final tinha atleta querendo fazer greve. Tive que contornar tudo e no final deu tudo certo”, revela.

Mesmo com uma carreira cheia de momentos marcantes, o carinho pelo alvinegro tem um lugar especial na memória do ex-atleta. E ele destaca a empolgação da torcida como um dos fatores mais impressionantes: “Torcida igual a do Ceará é difícil de se encontrar em qualquer lugar do mundo. É uma torcida em que o time pode estar em último lugar mas vai ao estádio, torce. Nem no Flamengo se vê isso. Já disputei oito Campeonatos Cariocas e quando o Flamengo está mal já vi ter mil pagantes em um jogo”.

Com a camisa do Vovô, Januário balançou as redes 25 vezes.
Quando questionado sobre o seu favorito, ele destaca não um, mas dois: um de cabeça contra o rival Fortaleza na semifinal de um turno, e outro de falta contra o Uniclinic, em outra semifinal. Sobre o momento mais estranho que presenciou enquanto atuava no futebol cearense, ele destaca um jogo entre Ceará e Juazeiro, quando o goleiro do adversário estava caído no chão, o atacante Valdeir chutou para o gol, e o massagista do time do Cariri invadiu o campo e fez a defesa.

Aposentado, o capitão do tetra escolheu Fortaleza para viver, mesmo sendo nascido em Minas Gerais. Morando com a mulher e dois filhos, agora trabalha com algo bem diferente: o mercado de autopeças. Mas sonha um dia voltar ao mundo do futebol: “Eu não tenho saudade de jogar, tenho saudade do meio do futebol. Hoje vivo no ramo de auto peças, que é como sustento a minha família. Mas se Deus quiser quero voltar ao mundo do futebol, seja como diretor de futebol, treinador, eu quero estar no meio”.

Por Thiago Sampaio
Às 13:07 de 20/06/2012
Atualizada às 15:34

sábado, 21 de janeiro de 2012

HUMANO, DEMASIADO HUMANO!!!

Humano, demasiado humano

Impressionante como você pode sentir saudades de alguém que nem conheceu fisicamente. É assim que me vejo todas as vezes que me vem à mente a lembrança do Garrincha (Foto) . Ainda mais hoje, quando se completam 29 anos da morte do maior gênio do futebol, em minha opinião.

Quando ele faleceu, eu possuía pouco mais de dois anos de vida. Lógico que não me recordo do 20 de janeiro de 1983. Mas penso nele de vez em quando. E já assisti a todos os vídeos desse dia disponíveis no Youtube, bem como os outros sobre Manoel dos Santos. Se pudesse entrar em uma máquina do tempo certamente seria para acompanhar algum jogo do Mané pelo Botafogo ou seleção brasileira.

Garrincha é humano, demasiado humano,
como diria Friedrich Nietzsche. Viveu e sobreviveu a todas as emoções à disposição dos nossos sentimentos. Amou, muito, e foi amado ainda mais.

Não à toa, ganhou a alcunha de “Alegria do Povo”.

Não à toa, um 20 de janeiro nunca passará em branco na lembrança de quem gosta de futebol…

Por: Ciro Câmara
O POVO

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

HOMENAGENS AOS CAMPEÕES MUNDIAIS INTERCLUBES DE 1981!!!

Festa emocionante na Gávea abre homenagem a campeões mundiais de 1981
- Com a presença de grande parte do time e de torcedores ilustres, clube presta homenagem ao maior título da história

Ex-jogadores se emocionam com a homenagem feita pelo clube (Foto: Gilvan de Souza)

Uma festa emocionante na Gávea, na noite desta segunda-feira, na loja Fla Concept, deu início as comemorações aos jogadores responsáveis por trazer o título Mundial Interclubes de 1981 para o Flamengo. O evento na sede do clube prestou homenagem ao maior título da história do clube e contou com a presença da maioria dos jogadores, torcedores ilustres, imprensa e convidados.

Foi realizado um Talk Show e uma conversa informal como parte da homenagem com alguns dos campeões. Estiveram presentes personalidades e celebridades rubro-negras. A diretoria do Flamengo aproveitou para lançar o livro oficial da conquista de 1981, que já está sendo comercializado ao preço de R$ 35.

Júnior não consegue conter a emoção com a homenagem (Foto: Gilvan de Souza)

Prestigiaram o evento em comemoração ao título os jogadores Adílio, Junior, Nei Dias, Marinho, Lico, Leandro, Andrade e Peu. Além do presidente na época do título, Antônio Augusto Dunshee. Alguns jogadores que fizeram parte da geração, mas não estavam presentes na conquista do Mundial também fizeram questão de comparecer. Casos de Rondinelli, Vitor, Carlos Alberto e Chiquinho.

Em meio ao toque do hino do clube
, a presidente Patricia Amorim fez um discurso emocionante parabenizando a geração pela conquista. Principal protagonista, Zico, não pode comparecer ao evento por compromissos profissionais. O Galinho prepara a seleção do Iraque para as eliminatórias. Assim como Tita, meio de campo daquele time, realiza pré-temporada com o Necaxa (MEX) do qual é treinador.

Nesta terça-feira, dia em que o título completa exatamente 30 anos, uma das patrocinadoras do clube irá realizar uma festa na quadra da Mangueira, na Zona Norte, com a presença dos ex-jogadores, cantores e celebridades rubro-negras. O evento encerra as comemorações do Mundial Interclubes.

Claudio Portella
Publicada em 12/12/2011
Rio de Janeiro (RJ)

sábado, 12 de novembro de 2011

ROMÁRIO É 11! "É bom saber que estou incomodando"!!!

Romário é 11: "É bom saber que estou incomodando"
- Baxinho dá entrevista exclusiva ao LANCENET! e encerra série no dia 11/11/11 mostrando nova faceta de 'carrapato'

Os grandes momentos da carreira do Baixinho (Arte: Anderson Sá)

Romário nunca foi de marcar. Como atacante genial que foi, tinha a grande área adversária como território preferido. Os mais de mil gols na carreira foram consequência. Agora aposentado dos gramados e engatinhando na carreira política, o Baixinho mudou. Virou carrapato. Que o digam o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Nesta entrevista exclusiva ao LANCENET!, que é o encerramento da série "Romário é 11", nosso personagem mostra que está gostando de fazer essa marcação firme nos cartolas, critica a tabela da Copa-2014 e fala sobre aventuras no futebol do exterior.

1- Como começou sua relação com a camisa 11?
- Não tem uma data, nem uma história específica com a 11. Comecei a usar o número no Olaria, mas variava. Usava também a 7, 9 e no Barcelona usei a 10. Foi o único clube que usei esse número. Mas o 11 ficou mais forte na minha vida com aqueles gols em 1993 pela Seleção, no Maracanã, pelas Eliminatórias. Não tenho o 11 como um número da sorte. Mas sempre gostei dele.

2 - A 11 da Seleção está nas costas de Neymar, está bem representada?
- Está em boas mãos. Neymar tem tudo para ser melhor do mundo. As qualidades que mais destaco: destemido e corajoso. Não se intimida com zagueiro.

3 - O que você achou dessa história de "Romarian Day"?
- O pessoal do Facebook veio com essa ideia aí e eu achei bacana. É fictício, mas são legais esse eventos aí.
(Nota da redação: internautas lançaram um evento para 11/11/11, com direito a workshop de língua presa e campeonato de futevôlei)

4 - Falando em Seleção, o que achou do fato de a tabela da Copa colocar o Brasil no Maracanã só em caso de final?
- Tirar a Seleção do Maracanã é uma imbecilidade. Por mais que o estádio não tenha mais aquela mística, já que ele tá todo quebrado. Mas isso não é novidade vir de quem veio. Já falei isso várias vezes: só querem vir aqui, pegar o lucro deles e ir embora. O secretário-geral Jérôme Valcke disse que “Romário não vai vencer a Fifa”. Eu não tenho nada a disputar com a Fifa. Mas ao citar meu nome ele mostra que estou incomodando. É bom saber que estou incomodando. Fico mais motivado. Quero brigar ainda mais.

5 - Foi boa a escolha de São Paulo para abertura?
- Falei lá atrás e não fui bem compreendido pelos paulistas. Falei que não era porque São Paulo não tinha nada. Agora vi algumas coisas, na visita de segunda-feira passada. No Powerpoint é fantástico e, pessoalmente, vi que é diferente da realidade. Governo e Prefeitura disseram que entregarão o estádio e tudo o que se refere à mobilidade urbana em tempo de receber a Copa. Se o que eles falaram for verdade, eu vou dizer que São Paulo tem condições de abrir a Copa.

6 - E sobre a vinda do jornalista Andrew Jennings ao Brasil?
- Espero que a repercussão aumente. São repercussões como essas que farão com que o povo saiba dos fatos que ocorrem. Brasileiros que vão para fora para fazer falcatruas em nome do futebol do país.

7 - Como é sua relação com o Aldo Rebelo, novo ministro do Esporte? Acha que foi uma boa escolha para a pasta?
- O Aldo Rebelo é um dos deputados mais conhecedores da política do Brasil. É muito respeitado. Relatou o código Florestal e o texto passou pela Câmara. É muito inteligente. Tem conhecimento amplo e não poderia ter sido melhor a escolha da presidente Dilma. Nosso esporte está em boas mãos.

8 - Você se arrepende de ter jogado em algum clube, no Valencia por exemplo, em que você chegou a ser reserva?
- Sempre fui para onde quis ir. Onde joguei, sempre vesti a camisa com honra. Valencia, Sadd e Adelaide não me saí muito bem, mas não me arrependo. No Valencia, tive problema com os técnicos Aragonés e Ranieri. Eles queriam que voltasse para marcar, correr para c... mas nunca fui de correr para trás. Só corria para frente. E eles queriam que eu treinasse todo dia de manhã, muito cedo. Era f... Não dava nem tempo de sair, aproveitar. Sempre gostei da noite. Por onde passei sempre fui conhecedor da noite. Ranieri me tirou do time depois que me perguntou se eu faria o que ele queria. Falei que não. Me tirou. Voltei para o Fla.

9 - Acha que jogadores como você, Edmundo e Túlio, que não tem um discurso politicamente correto fazem falta para o futebol brasileiro?
- Eu não me vejo numa comparação com o Túlio ou o Edmundo. Não estou dizendo que sou mais ou menos. Somos diferentes. A minha forma de colocar as coisas é com convicção e certeza. Eu não conheço eles a fundo para saber. Assumo o que eu falo mesmo que possa ter repercussão negativa. Em relação ao futebol de hoje, depois que eu parei não vejo um jogador de futebol com essa coragem de falar como eu sempre tive.

10 - Ronaldo revelou mais um caso polêmico seu recentemente, que vocês fugiram da concentração em uma Copa América. Como foi essa história?
- Isso não é polêmica. Realmente fugimos, só que a história não é exatamente a que ele contou. Um dia ele vai ter coragem de contar. Ele que começou, ele acaba. Mulher no meio é f...

11 - Teve alguma coisa que faltou na sua carreira?
- Na minha profissão, nunca se consegue conquistar tudo. Deixei de ir em duas Copas e duas Olimpíadas. Foram os pontos negativos. Perdi duas finais de clubes e uma de Copa do Brasil. Apesar de ter ganho muito mais, o ideal teria ter participado desses torneios que fiquei fora. Mas sou feliz por tudo o que consegui.

A série "ROMÁRIO É 11":
1> Artilheiro dos mais de mil gols na carreira
2> As onze camisas de Romário em mais de duas décadas
3> As grandes polêmicas de um Baixinho
4> Os parceiros marcantes de Romário
5> Língua afiada de um frasista renomado
6> As maiores vítimas de um artilheiro
7> Técnicos que marcaram a carreira
8> Títulos importantes do Baixinho
9> Nem só de conquistas vive o craque
10> A imagem do Baixinho por onde passou
11> "É bom saber que estou incomodando"

Érika Romão, Igor Siqueira e Luiz Signor
Publicada em 11/11/2011 às 11:11
Rio de Janeiro (RJ)

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

ROMÁRIO É 11! A imagem do Baixinho por onde passou!!!

Romário é 11: A imagem do Baixinho por onde passou
- Jornalistas relatam "efeito Romário" nos países em que ele atuou

Jornal australiano registra Romário jogando futvôlei, sob os olhares da esposa (Reprodução)

É fato que Romário é um ídolo indiscutível no Brasil. Vasco, Flamengo, Fluminense e a Seleção Brasileira foram as vitrines em que ele exibiu sua classe dentro de campo. Mas qual é a imagem que o Baixinho construiu nas experiências no futebol do exterior? Essa questão foi respondida por quatro jornalistas entrevistados pelo LANCENET! que relatam, neste décimo capítulo da série "Romário é 11", qual foi o legado que o atacante deixou na Holanda, Espanha, Estados Unidos e Austrália.

Thijs van Veghel, editor do site holandês "Voetbal International"
"Romário é muito famoso na Holanda e especialmente na região sul do país. Ele foi um dos grandes atacantes na História da liga holandesa. Não somente pelo número de gols, mas também pela forma com que os fazia. Quando as TVs aqui fazem uma matéria sobre ele, tem sempre um gol marcado contra o Steaua Bucareste, pela Copa dos Campeões da Europa. Foi o exemplo mais claro de brilhantismo demonstrado por Romário nos anos de PSV.


Sua forma de jogar era única, mas Romário também ficou famoso pelo que fazia fora dos gramados. Ele era frequentemente visto no centro de Eindhoven, onde aproveitou a vida, especialmente com seu antigo companheiro de time, Stan Valckx. Eles chegaram a se enfrentar nas quartas de final da Copa-94.

Romário foi uma mudança muito grande para o PSV. Nos anos 60 e 70, o PSV era bom, mas um pouco chato de se ver jogar. As estrelas da época jogavam no Ajax e Feyenoord. No meio dos anos 80, Rudd Gullit foi o primeiro astro a jogar pelo PSV. Depois dele, veio Romário. Um tipo diferente de estrela, mas era uma estrela. Infelizmente para o futebol holandês, aqueles dias acabaram".

Sergio Solé, repórter do catalão "El Mundo Deportivo"

Edição do "El Mundo Deportivo" em 1994, quando Romário voltou ao Brasil para ver o pai, liberto de um sequestro

Lembro que sua etapa no primeiro ano de Barcelona foi espetacular. Marcou gols fantásticos, prometeu que marcaria 30 gols na Liga e chegou ao alvo na última partida, quando o Barça acabou ganhando o título. Sempre teve uma relação boa com a imprensa.

Foi muito bem com a equipe no primeiro ano, sobretudo com Stoichkov e Bakero. Eles o ajudaram muito quando sequestraram seu pai no Brasil. Cruyff deixava ele sair à noite porque no campo correspondia com gols.

No segundo ano, as coisas mudaram porque chegou com atraso da Copa do Mundo dos Estados Unidos e a relação com Cruyff se enfraqueceu. Foi uma falta de compromisso que o técnico não aceitou. Ficou poucos meses a mais e foi embora em janeiro de 1995.

A lembrança da torcida é que Romário foi um dos melhores atacantes da história do Barça. Seus três gols no 5 a 0 contra o Real Madrid, em 8 de janeiro de 1994, são inesquecíveis".

Michelle Kaufman, repórter e colunista do americano "Miami Herald"
"Romário atuou em um time muito pequeno, o Miami, cujos donos eram brasileiros e jogava a Segunda Divisão. As partidas eram em um pequeno estádio, o Tropical Park, com média de 2 mil a 3 mil torcedores por jogo. Quando ele chegou, parecia que seria um grande negócio, a imprensa cobriu, fez entrevistas etc. Mas depois de alguns jogos, ele ficou bem discreto.

Baixinho foi capitão do Miami FC (Tony Lewis/Reuters)

Ele foi muito cordial com os torcedores, dava autógrafos, tirava fotos com eles etc. Fora do campo, ele era muito reservado. Nunca vi manchetes sobre ele nos clubes de South Beach ou qualquer coisa parecida com isso. É mais fácil para os jogadores de futebol terem vida particular aqui em Miami porque existem muitas estrelas de cinema, astros da NBA e NFL. Então um jogador consegue se esconder.

Creio que uma das razões que ele veio para cá é porque a filha dele tem síndrome de down e existem mais oportunidades para ela aqui no Sul da Flórida. Então ele quis tirar vantagem disso. Além disso, ele queria adicionar o máximo de gols possível para chegar ao gol mil. E provavelmente pensou que poderia marcar mais facilmente nesta liga e promover o time para os donos brasileiros que ele conhecia antes de vir para cá. Romário ficou aqui só por seis meses".

Romário nos tempos de Austrália, pelo Adelaide United (Foto: Tom Miletic/Reuters)

A presença de Romário no Adelaide foi de tirar o fôlego. Os torcedores do Adelaide e de todo o estado de South Australia ficaram loucos pela presença dele nos gramados e fora deles. Ele era muito acessível, vivia na praia de Glenelg e era um jogador muito respeitado pelos companheiros.

Tive a sorte de entrevistá-lo duas vezes – ele estava relutante em falar inglês nas entrevistas. Preferia o espanhol. Apesar de ele ter marcado apenas um gol nas quatro partidas que fez fora de casa, ele era adorado pelos fãs. Afinal, ele foi o primeiro campeão do mundo a jogar na Primeira Divisão da Australia.

A série "ROMÁRIO É 11":
> Artilheiro dos mais de mil gols na carreira
> As onze camisas de Romário em mais de duas décadas
> As grandes polêmicas de um Baixinho
> Os parceiros marcantes de Romário
> Língua afiada de um frasista renomado
> As maiores vítimas de um artilheiro
> Técnicos que marcaram a carreira
> Títulos importantes do Baixinho
> Nem só de conquistas vive o craque

Igor Siqueira e Luiz Signor
Publicada em 10/11/2011 às 11:11
Rio de Janeiro (RJ)