RECORDAR É VIVER

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

ROMÁRIO É 11! Nem só de conquistas vive um craque!!!

Romário é 11: Nem só de conquistas vive um craque
- Episódios que não foram de acordo com os planos do Baixinho

Quem disse que craque não chora? (Foto: Gilvan de Souza)

Por mais genial que Romário tenha sido em campo, ele não esteve livre daqueles dias em que a bola não entrou, o sonho bateu na trave e a conquista foi adiada. A série "Romário é 11" relembra em seu nono capítulo algumas páginas da História que o Baixinho gostaria de esquecer. Mas não pode.

1 - Copa 1990
- “Pode anotar: foi a minha primeira e última Copa do Mundo”.
Foi com essa frase que Romário desembarcou no Brasil após a Copa-90. Felizmente o Baixinho não cumpriu a promessa, mas o desabafo serviu para mostrar o tamanho da frustração depois do Mundial. Na Itália, Romário se machucou, ficou na reserva e viu o Brasil de Sebastião Lazaroni ser eliminado para a Argentina nas oitavas de final.

2 - Copa 1998
- Uma das esperanças do Brasil na Copa da França, Romário
viu o sonho de jogar seu terceiro Mundial ir para o espaço junto com o músculo da panturrilha. O corte o fez chorar. E ainda criou um mal estar entre o Baixinho e a comissão técnica da Seleção – leia-se Zagallo e Zico. O sonho do penta foi adiado.

3 - Copa 2002
- Quatro anos após o trauma do corte
, o clamor popular pedia Romário na Seleção de Felipão para 2002. Na cabeça do povo, um time desacreditado precisava da referência do Baixinho no ataque do Brasil, ainda mais pela incerteza quanto o prazo de validade do joelho de Ronaldo, que ficara de molho por mais de um ano. Só que o relacionamento com Scolari não era dos melhores e Romário, mesmo com pedido de desculpas por episódios de indisciplina, ficou fora da “família” que se tornaria pentacampeã do mundo.

4 - Mundial de Clubes 2000
- Romário
vinha brilhando ao lado de Edmundo no ataque vascaíno, que fez vítimas como o poderoso Manchester United e os modestos Necaxa (MEX) e South Melbourne (AUS). Mas na decisão contra o Corinthians, Gilberto e Edmundo desperdiçaram as cobranças de pênalti e impediram que o Vasco de Romário pudesse comemorar o título.

5 - Copa do Brasil 1997
- O Flamengo
já tinha deixado para trás dois grandes clubes para chegar à decisão da Copa do Brasil-97: Internacional e Palmeiras. Mas o time capitaneado por Romário parou no Grêmio. A derrota teve um gosto ainda mais amargo porque o título foi perdido com dois empates (0 a 0 no Olímpico e 2 a 2 no Maracanã). Os gols sofridos em casa custaram a taça. Romário até marcou um gol, mas não foi suficiente.

6 - Carioca 1995
- O Rio de Janeiro estava cheio de reis autoproclamados
. Túlio Maravilha (Botafogo), Renato Gaúcho (Fluminense) e Romário (Flamengo). O Baixinho já tinha sido o protagonista na Taça Guanabara, mas o título do Carioca acabou nas mãos do Tricolor. Ou melhor, na barriga de Renato, que marcou o gol na final sobre o Fla.

R11 chora na apresentação no América ao lembrar-se do pai (Foto: Gilvan de Souza)

7 - Nunca ter jogado pelo América com Seu Edevair ainda vivo
- O Mequinha foi o amor da vida do pai de Romário
, Seu Edevair. O Baixinho prometeu que um dia jogaria no time do coração do pai. Infelizmente, o mentor de Romário morreu antes que o sonho se realizasse. O Baixinho, já como dirigente do time carioca, entrou em campo uma única vez com a camisa vermelha: foi em 2009, pela Série "B" do Rio. Pena que foi tarde demais para Seu Edevair.

8 - Doping
- Romário foi flagrado no final de 2007
, prestes a completar 42 anos, no exame antidoping. A substância encontrada no organismo do Baixinho foi a finasterida, que teve origem em um remédio para conter a queda de cabelo. A primeira punição do STJD (120 dias) deixou o Baixinho muito aflito e a continuidade na carreira se tornou uma incógnita. Só que passado o susto, absolvição veio em fevereiro e ele nem precisou cumprir a pena por inteiro. Apesar do final feliz, o Baixinho não gostaria de ter passado por isso.

9 - Carreira como técnico
- No início de 2008
, o então presidente do Vasco, Eurico Miranda, resolveu apostar no Baixinho como treinador da nau vascaína. Romário havia comandado o time em algumas partidas na Sul-Americana do ano anterior. O Baixinho foi “supervisionado” pelo auxiliar Alfredo Sampaio, pelo fato de não ter o registro de treinador. Mas a empreitada não funcionou por conta das discussões entre ele e Eurico. Romário queria Abuda, o mandatário Alan Kardec. Romário pediu demissão e deu fim à carreira de técnico.

10 - Prisão por não pagamento de pensão
- O Baixinho viveu momentos de instabilidade financeira
, com o fracasso de alguns negócios. Quem pagou o preço, ou melhor, não recebeu a pensão foram os filhos Moniquinha e Romário. A conta chegou rápido para o Baixinho, que foi preso. A estadia foi só por uma noite, mas suficiente para causar constrangimento.

11 – Longe das Olimpíadas
- Romário
conquistou a medalha de prata em Seul-88, perdendo a final para a União Soviética. Desde então, o Baixinho queria uma nova chance para dar ao Brasil o primeiro ouro olímpico na modalidade em que somos especialistas. Só que em duas edições que Romário tinha como certa sua ida aos Jogos, os treinadores das Seleções optaram por deixá-lo de lado. Primeiro foi em 1996, quando Zagallo usou a cota de três jogadores com mais de 23 anos com Aldair, Rivaldo e Bebeto. A Seleção voltou de Atlanta com o amargo bronze. Quatro anos depois, quando Romário estava em grande forma no Vasco, Vanderlei Luxemburgo radicalizou e nem usou a cota dos experientes. Seleção derrotada por Camarões nas quartas de final. Será que se Romário estivesse com o grupo o desfecho seria diferente? Nunca saberemos.

A série "ROMÁRIO É 11":
> Artilheiro dos mais de mil gols na carreira
> As onze camisas de Romário em mais de duas décadas
> As grandes polêmicas de um Baixinho
> Os parceiros marcantes de Romário
> Língua afiada de um frasista renomado
> As maiores vítimas de um artilheiro
> Técnicos que marcaram a carreira
> Títulos importantes do Baixinho

Igor Siqueira e Luiz Signor
Publicada em 09/11/2011
Rio de Janeiro (RJ)

terça-feira, 8 de novembro de 2011

ROMÁRIO É 11! Alguns Títulos importantes do Baixinho!!!

Romário é 11: Alguns títulos importantes do Baixinho
- LNET! relembra conquistas marcantes da carreira do artilheiro

Romário comemora o título da Copa Mercosul pelo Vasco (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

Foram 27 em toda a carreira e o LANCENET! selecionou 11 dos títulos mais marcantes da carreira de Romário para serem retratados no oitavo capítulo da série "Romário é 11". Tanto no Brasil, quanto no exterior, o Baixinho levantou várias taças e foi protagonista em praticamente todas elas.

Companheiro de Romário no Vasco de 1987, onde o Baixinho faturou o primeiro título como profissional, e na Copa América 1989 - primeiro título de R11 na Seleção - o ex-goleiro Acácio - atualmente treinador do Olaria - conta que o Baixinho tinha perfil de ator principal desde a juventude.

- Romário não se intimidava, nunca se intimidou. Sempre teve uma personalidade firme. E desde o começo da carreira ele sempre teve uma participação fundamental nos times que jogou. Desequilibrava. Se ele falava que faria dois gols no jogo, ele cumpria - comentou Acácio, que fez uma comparação interessante ao falar sobre o convívio com Romário:

- Ele é como uma colméia. Se não mexer, ele é muito agradável. Nunca tive problema com Romário. Mas tem uns que mexem, aí já viu.

1 - Copa do Mundo 1994
- Sem sombra de dúvidas
, o título mais importante na carreira do Baixinho. Foi a conquista que o colocou na galeria dos grandes jogadores da História do futebol. O efeito imediato foi a eleição de melhor jogador do mundo naquele ano. Até hoje, Romário dá palestras para falar dos bastidores daquele título, como forma de motivação, já que a Seleção de Parreira chegou desacreditada aos Estados Unidos. Alguns dizem que Romário ganhou aquela Copa sozinho. Sozinho talvez não, mas ele teve uma grande parcela de contribuição. Foram cinco gols. Mas uma das participações mais importantes naquela Copa foi quando nem tocou na bola. Ou melhor, fugiu dela: o terceiro gol brasileiro nas quartas de final contra a Holanda, marcado após uma pancada de falta de Branco. Romário foi a estrela maior.

Romário sendo marcado por Maldini na final da Copa de 1994 (Foto: Intercontinental Press)

- Campeões com Romário:
- Taffarel / Jorginho / Ricardo Rocha / Ronaldão / Mauro Silva / Branco / Bebeto / Dunga / Zinho / Raí / Zetti / Aldair / Cafu / Márcio Santos / Leonardo / Mazinho / Paulo Sérgio / Müller / Ronaldo / Viola / Gilmar

2 - Mercosul 2000
- Esse título não teve a importância de 1994, mas o próprio Romário já admitiu que foi o mais emocionante da carreira. Depois de uma surra por 3 a 0 no primeiro tempo da final contra o Palmeiras, o Vasco conseguiu uma virada épica para 4 a 3. Destes quatro, três foram do Baixinho. O terceiro aos 48 do segundo tempo. Romário terminou como artilheiro da competição, 11 gols, e o grito de "Casaca" ecoou em pleno Parque Antártica.

- Campeões com Romário:
- Hélton / Jorginho / Odvan / Mauro Galvão / Nasa / Felipe / Paulo Miranda / Alex Oliveira / Viola / Pedrinho / Márcio / Júnior Baiano / Alexandre Torres / Henrique / Geder / Euller / Jorginho Paulista / Dias / Luisinho / Valkmar / Fabiano Eller / Juninho Paulista / Fábio / Siston / Luiz Cláudio / Souza / Léo / Clébson / Gilberto / Juninho Pernambucano

3 - Brasileiro 2000
- Romário
já era um veterano, 34 anos, quando conquistou seu primeiro e único título Brasileiro. A colcha de retalhos que foi a Copa João Havelange terminou nas mãos do Vasco, após superar o azarão São Caetano. Dois dos 20 gols marcados pelo Baixinho na competição foram nas duas finais contra o Azulão. Contando só com os times que disputaram o Módulo Azul (Primeira Divisão), Romário foi artilheiro daquela edição ao lado de Dill (Goiás) e Magno Alves (Fluminense). Na contagem geral, o goleador foi Adhemar (São Caetano), com 22.

- Campeões com Romário:
- Hélton / Jorginho / Odvan / Júnior Baiano / Paulo Miranda / Felipe / Pedrinho / Euller / Viola / Juninho Paulista / Márcio / André Silva / Valkmar / Henrique / Geder / Nasa / Zezinho / Luisinho / Mauro Galvão / Alex Oliveira / Fábio / Maricá / Luiz Cláudio / Jorginho Paulista / Alexandre Torres / Clébson / Gilberto / Juninho Pernambucano

4 - Carioca 1987
- Foi o primeiro ttítulo de Romário
como profissional. E, pelos companheiros que o jovem Baixinho tinha naquele time do Vasco, não foi tão difícil assim. Geovani, Tita, Dunga e, claro, Roberto Dinamite. Comandado por Joel Santana, depois Sebastião Lazaroni, o Romário foi o artilheiro da competição, com 16 gols, superando Dinamite em apenas um tento. Exemplo da força que tinha aquele Vasco.

- Campeões com Romário:
- Acácio / Paulo Roberto / Donato / Fernando / Moroni / Mazinho / Lira / Pedrinho / Dunga / Henrique / Geovani / Luís Carlos / Tita / Mauricinho Vivinho / Roberto Dinamite

5 - Campeonato Espanhol 1993/94
- Antes de Messi, o Baixinho
artilheiro que roubava a cena no Barcelona era Romário. O título espanhol daquele ano mostrou isso. O brasileiro marcou 30 gols em 33 jogos, foi o artilheiro da competição, que sagrou o Barcelona tetracampeão espanhol. A quantidade de gols que Romário marcou naquela temporada foi justamente o que ele prometera antes do campeonato começar.

- Campeões com Romário:
- Zubizarreta / Ferrer / Sergi / Nadal / Ronald Koeman / Bakero / Guardiola / Amor / Stoichkov / Laudrup / Busquets / Goikoetxea / Ivan Iglesias / Bergiristain / Eusebio / Angoy / Estebaranz / Juan Carlos / Julio Salinas / Òscar / Ekelund / Vucevic

6 - Carioca 1999
- Romário
participou do pontapé inicial do quarto tricampeonato do Flamengo. E a atuação foi como artilheiro da competição, com 16 gols. Rodrigo Mendes foi o heroi da decisão contra o Vasco, mas Romário foi um dos que levaram o Fla até ali.

- Campeões com Romário:
- Clemer / Pimentel / Fabão / Luiz Alberto / Jorginho / Athirson / Beto / Leandro Ávila / Leandro Machado / Iranildo / Célio Silva / Fábio Baiano / Maurinho / Caio / Marco Antonio / Rodrigo Mendes / Léo Inácio / Juan / Lê / Reinaldo / Júlio César / Alessandro / Eduardo / Fabiano / Bruno Quadros / Cleisson / Rocha / Bebeto

7 - Copa América 1989
- Se o título serviu para acabar com um jejum de 40 anos que a Seleção cultivava na competição, Romário pôde se deliciar com a primeira conquista pelo Brasil. O sabor foi ainda mais especial pelo fato de a competição ter acontecido em terras tupiniquins. Romário e Bebeto deram show. Era um prenúncio do que viria cinco anos depois. O Baixinho, inclusive, marcou o gol na última partida do quadrangular decisivo, contra o Uruguai: 1 a 0, no Maracanã, com mais de 130 mil espectadores. Inesquecível para Romário.

- Campeões com Romário:
- Taffarel / Mazinho / Mauro Galvão / André Cruz / Branco / Ricardo Gomes / Bebeto / Geovani / Valdo / Tita / Acácio / Josimar / Aldair / Alemão / Cristóvão / Dunga / Renato Gaúcho / Baltazar / Silas / Charles / Zé Carlos

8 - Copa América 1997
- Foi o primeiro título da Seleção Brasileira na Copa América, jogando fora do Brasil. O time canarinho não conquistava o título desde 1989. Romário editou, pela primeira vez em uma competição importante, a dupla com Ronaldo. Mas o Baixinho acabou não jogando a final por conta de um eposódio polêmico na semifinal contra o Peru, quando o Brasil venceu por 7 a 0 (dois de Romário). Pouco tempo depois de Edmundo, então desafeto do R11, ser colocado em campo por Zagallo, o Baixinho alegou uma contusão e foi substituído. O treinador achou que ele simulou e nem o escalou na decisão. O título veio e tiveram que engolir o Velho Lobo.

- Campeões com Romário:
- Taffarel / Cafu / Aldair / Márcio Santos / Mauro Silva / Roberto Carlos / Giovanni / Dunga / Ronaldo / Leonardo / Carlos Germano / Djalminha / Zé Maria / Célio Silva / Gonçalves / Zé Roberto / César Sampaio / Flávio Conceição / Denílson / Edmundo / Paulo Nunes

9 - Copa das Confederações 1997
- Quem não se lembra do dia em que todos os jogadores da Seleção amanheceram carecas? Foi na decisão desta competição, contra a Austrália, que o time brasileiro ficou sem um fio sequer na cabeça, mas deixou os australianos de cabelo em pé: 6 a 0. Três de Ronaldo e três de Romário, que foi o artilheiro da competição com sete gols.

- Campeões com Romário:
- Dida / Cafu / Aldair / Júnior Baiano / Dunga / Roberto Carlos / Bebeto / Flávio Conceição / Ronaldo / Leonardo / Rogério Ceni / Zé Maria / Gonçalves / Zé Roberto / César Sampaio / Doriva / Denílson / Juninho Paulista / Rivaldo / Rodrigo / Russo

10 - Campeonato Holandês 1988/89

Romário
foi artilheiro do Holandês em 1988/89 (Foto: Divulgação/PSV)

Em um campeonato de praticamente dois times, o PSV de Romário levou a melhor sobre o Ajax, na primeira temporada do Baixinho na Holanda. Romário foi artilheiro da competição, com 19 gols, e ajudou a iniciar a série de três campeonatos seguidos do time dirigido por Guss Hiddink.

- Campeões com Romário:
- Hans van Breukelen / Carlo L’Ami / Patrick Lodewijks/ Berry van Aerle / Jozef Chovanec / Eric Gerets / Jan Heintze / Ronald Koeman / Adick Koot / Ivan Nielsen / Stan Valckx / John Veldman / Bert Verhagen / Anton Janssen / Hendrie Kruzen/ Søren Lerby / Edward Linskens / Gerald Vanenburg / Cemal Yilmaz / Frank Berghuis / Juul Ellerman / Hans Gilhaus / Wim Kieft

11 - Mercosul 1999
- Romário
ficou fora dos dois jogos da final contra o Palmeiras por conta de lesão, mas o Baixinho foi o grande nome do Flamengo na competição, sendo inclusive o artilheiro com oito gols.

Campeões com Romário:
- Clemer / Pimentel / Fabão / Luiz Alberto / Jorginho / Athirson / Beto / Leandro Ávila / Leandro Machado / Iranildo / Róbson / Célio Silva / Fábio Baiano / Maurinho / Caio / Marco Antonio / Rodrigo Mendes / Léo Inácio / Juan / Ronaldo / Lê / Marcelo Rosa / Reinaldo / Júlio César / Alessandro / Rocha

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Igor Siqueira e Luiz Signor
Publicada em 08/11/2011
Rio de Janeiro (RJ)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

ROMÁRIO É 11! Os Técnicos que marcaram o Baixinho!!!

Romário é 11: Os técnicos que marcaram o Baixinho
- O artilheiro dos 1002 gols colecionou adoradores e desafetos no futebol. E com os seus treinadores não foi diferente...

Joel Santana e Romário, no Vasco de 2001 (Foto: Ralff Gebara)

Romário sempre deixou claro o que gostava e o que não lhe agradava fazer dentro de campo. Por isso, o Baixinho colecionou adoradores e desafetos no futebol. E com os seus treinadores não foi diferente, como foi o caso de Alexandre Gama, que o colocou no banco no Fluminense. O Baixinho quase o expulsou do "ônibus" tricolor. O sétimo capítulo da Série "Romário é 11" trata de outros 11 técnicos marcantes da carreira do artilheiro dos 1002 gols e de um gênio às vezes indomável.

Os técnicos mais marcantes da carreira de Romário

1- Edu Coimbra
- Edu Antunes Coimbra, o maior ídolo da História do América, e irmão de Zico
, maior jogador da História do Flamengo, foi quem teve a "responsabilidade" de proporcionar ao Baixinho a sua primeira oportunidade entre os profissionais do Vasco, no Campeonato Brasileiro de 1985. No segundo tempo do confronto diante do Coritiba, que viria a ser o campeão daquele ano, em São Januário, Romário entrava em campo substituindo Mário Tilico. O Vasco venceu por 3 a 0, com dois gols de Roberto Dinamite e um de Vítor.

2-Carlos Alberto Silva
- Romário
já era tido como a grande revelação do futebol brasileiro e faria a sua primeira participação relevante com a Seleção em 1985, no Mundial sub-20. No entanto, o Baixinho foi cortado da competição pelo técnico Gilson Nunes, sob a acusação de indisciplina. Com isso, foi Carlos Alberto Silva, técnico que conduziu o Guarani ao seu primeiro e único título do Campeonato Brasileiro (1978), que apostou no Baixinho pela primeira vez.

Romário foi convocado para defender a Seleção principal em 1987. Após estrear com dois gols contra a Finlândia, o Baixinho é chamado para a Copa América daquele ano, mas assiste a derrocada da Seleção no banco de reservas. No ano seguinte, nas Olimpíadas de Seul, na Coreia do Sul, Romário é titular e leva o Brasil à final do torneio. A Seleção é superada pela União Soviética e fica com a prata. Romário, artilheiro do torneio com seis gols, é contratado pelo PSV, da Holanda.

3-Sebastião Lazaroni
- Se Romário pouco pôde fazer na Copa América de 1987
, o Baixinho seria o grande personagem da edição seguinte, a de 1989, disputada no Brasil. Foi o camisa 11 que conduziu o Brasil, então comandado por Sebastião Lazaroni, ao título da competição, quebrando um jejum que durava 40 anos.

Romário foi decisivo na Copa América de 89, mas o mesmo não pode se dizer na Copa de 1990, na Itália. Às vésperas do Mundial, o Baixinho sofreu uma lesão, mas se recuperou a tempo de jogar o Mundial. No entanto, Lazaroni, que foi técnico de Romário no Vasco, escalou o atacante como titular apenas na última partida da primeira fase, contra a Escócia. A Seleção seria eliminada na fase seguinte, para a Argentina de Maradona.

4-Guss Hiddink
- O holandês, que hoje comanda a seleção da Turquia
, foi o primeiro treinador de Romário no PSV. O ex-atacante considera Hiddink um dos grandes responsáveis pelo seu sucesso no futebol holandês. Com Hiddink, Romário conquistou o Campeonato Holandês de 1988-1989 e a Copa da Holanda em 1988-1989 e 1989-1990.

5-Johan Cruyff
- Cruyff, o maior jogador holandês de todos os tempos, foi o treinador de Romário em sua passagem pelo Barcelona, em 1993 e 1994
. Foi ele que proferiu a mais do que célebre frase sobre o Baixinho: "Ele é o gênio da grande área". Com Cruyff no comando, 0 levou o Campeonato Espanhol de 1993-1994, a Supercopa da Espanha de 1994 e o Tereza Herrera de 1993.

6-Carlos Alberto Parreira
- Em grande fase no PSV e depois no Barcelona, Romário não gozava de tanto prestígio com Carlos Alberto Parreira
, então técnico da Seleção Brasileira. No entanto, com o Brasil tendo de vencer o Uruguai, no Maracanã, para não ficar de fora da Copa de 1994, Parreira se rendeu ao clamor público e convocou o Baixinho. O camisa 11 teve uma atuação de gala, marcou os dois gols da vitória brasileira e garantiu a Seleção no Mundial dos Estados Unidos. Já na Copa, Romário chamou a responsabilidade para si, apagou a sua frustração da Copa anterior e "ganhou sozinho" o Mundial de 1994.

7-Zagallo

Romário e Zagallo, nos tempos de calmaria
(Foto: Divulgação)

- Zagallo também comandou Romário na Copa de 1994, quando era auxiliar técnico de Parreira. Já em 1997, como técnico, foi com o Velho Lobo que o Baixinho conquistou o seus dois últimos títulos pela Seleção: a Copa América de 1997 e a Copa das Confederações do mesmo ano. A relação dos dois ficaria estremecida em 1998. Após ser cortado do Mundial da França, o Baixinho resolveu "homenagear" Zagallo e Zico (coordenador técnico da Seleção) com a caricatura de ambos na porta de um dos banheiros da sua boate, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A travessura rendeu a Romário um processo na Justiça e a condenação de R$ 380 mil de multa ao Velho Lobo.

8-Antonio Lopes
- Romário nunca escondeu a sua predileção por Antonio Lopes
, o seu segundo técnico como jogador profissional. Lopes, que atualmente dirige o Atlético Paranaense, comandou o Baixinho em 89 oportunidades, sempre no Vasco. O Delegado foi um dos grandes responsáveis pelo futebol que o Baixinho viria a apresentar. Para Romário, Lopes foi um dos melhores técnicos que teve na carreira.

9-Joel Santana
- Papai Joel comandou Romário no Vasco, Flamengo e Fluminense
. Foram 153 jogos tendo o Baixinho como jogador. E essa parceira rendeu muitos frutos: os títulos do Campeonato Carioca e da Copa Ouro de 1996 pelo Flamengo, da Copa Mercosul e da Copa João Havelange de 2000 pelo Vasco.

O sempre sincero Joel garantiu que jamais teve qualquer tipo de problema com Romário.
- Romário
sempre foi a minha bandeira dentro de campo. Nunca tive qualquer problema com ele, que sempre foi muito comprometido. Tanto que comandei ele em três clubes. E fiz isso com o maior prazer. Romário sempre foi um amigo e não escondia nada. Queria ter mais jogadores como ele... Quando tenho a oportunidade, sempre procuro me encontrar com o Baixinho - disse Joel, atualmente no Bahia, ao LANCENET!.

10- Luiz Felipe Scolari
- Felipão comandou Romário em apenas um jogo
: contra o Uruguai, pelas Eliminatórias da Copa de 2002. A relação de ambos ficou estremecida com a não presença do atacante naquele Mundial, que acabou sendo vencido pelo Brasil. O clamor popular pela convocação de Romário era grande, assim como havia acontecido em 1994. Para o Baixinho, Felipão confiou nas pessoas erradas ao não convocá-lo para a Copa.

11- Vanderlei Luxemburgo
- O ano era o de 1995. O Flamengo
, em seu centenário, contratara Romário, então melhor jogador do mundo e campeão da Copa de 1994, para formar o "Melhor ataque do mundo" com Sávio e Edmundo. Vanderlei Luxemburgo, que vinha de cinco títulos em dois anos pelo Palmeiras, era o técnico da equipe carioca. Mas Luxemburgo e Romário não se entenderam, o que contribuiu para o fracasso do Flamengo naquele ano.

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Igor Siqueira e Luiz Signor
Publicada em 07/11/2011 às 11:11
Rio de Janeiro (RJ)

RECORDANDO: CEARÁ EM ARACATI!!!

RECORDANDO
- Década de 1960.

Ceará em Aracati num jogo contra a seleção local. A partir da esquerda (em pé): Paulo Tavares, Hélio, Artur, Joãozinho, Carlindo e Mauro Calixto. Na mesma ordem (agachados): Belo, Jorge Costa, ? , Edmar e Da Costa. Quem identifica o centroavante alvinegro? Edmar é treinador. Faz tempo não vejo Jorge Costa e Da Costa. (Colaboração de Téofilo Neto, defensor público).

Coluna Tom Barros
Diário do Nordeste
07/11/2011

* EU: "Esta equipe não é da década de 1960 e sim 1971 ou 1972. O Centroavante é o "TÉIA". Jorge Costa reside em Aracati e Da Costa em Fortaleza".

LG

domingo, 6 de novembro de 2011

ROMÁRIO É 11! As maiores vítimas do Baixinho!!!

Romário é 11: Bota e Olaria foram as maiores vítimas
- Sexto capítulo da série do LANCENET! mostra as equipes que mais sofreram com o apetite insaciável do Baixinho

Botafogo e Olaria foram as vítimas preferidas de Romário atuando por Flamengo, Fluminense e Vasco (Fotos: Hipolito Pereira/Arquivo do jornal O Globo e Ari Ferreira/Lancepress)

Romário marcou 1002 gols em sua longa carreira. E o Baixinho tinha as suas "vítimas preferidas". Quando o camisa 11 enfrentava determinadas equipes, a certeza de que ele deixaria a sua marca era grande. O sexto capítulo da Série "Romário é 11" trata dos clubes que mais sofreram nas mãos, ou melhor nos pés de Romário.

1 - Botafogo - 34 gols
- O único clube grande do Rio de Janeiro em que Romário não atuou, foi justamente aquele em que ele mais marcou gols
. Com as camisas de Vasco, Flamengo e Fluminense, o Baixinho marcou 34 vezes diante do Alvinegro. O torcedor botafoguense não gosta nem de lembrar do Baixinho. No Campeonato Carioca de 2001, o camisa 11 marcou dois dos sete gols vascaínos na impiedosa goleada por 7 a 0. Já em 2003, pelo Fluminense, Romário fez três na goleada por 5 a 0. O jogo marcou a "despedida" do Baixinho, que assinara um contrato com o Al-Saad, da Arábia Saudita. E que despedida!

2 - Olaria - 34 gols
- O Olaria foi o clube em que o Baixinho deu os seus primeiros passos
, antes de se transferir para o Vasco. Como amador, Romário fez sete gols em seis jogos com a camisa do clube da Rua Bariri. Mas depois que se tornou profissional, o Baixinho não teve pena do Olaria: Foram 34 gols. Em 1996, pelo Flamengo, Romário fez cinco dos seis gols da goleada do Rubro-Negro por 6 a 2, no dia 31 de março.

3 - América - 31 gols
- O time pelo qual torcia Seu Edevair, o pai de Romário
, também sofreu com a sempre insaciável fome de gols do ex-atacante, que marcou 31 vezes contra o Mecão. E foi justamente contra o América, em 1979, quando ainda estava no infantil do Olaria, que Romário começou a sua trajetória de gols. Em 25 de novembro daquele ano, o Baixinho fez três dos cinco gols da vitória por 5 a 1. Mas esses gols não entram na vasta conta do Baixinho.

4 - Madureira - 24 gols
- O clube de Conselheiro Galvão foi outro que sofreu com Romário, que marcou 24 vezes contra o Madureira
. Em 2007, na corrida pelo milésimo gol, o ex-atacante fez três na goleada do Vasco por 4 a 1, no Campeonato Carioca. Depois daquela partida, o Baixinho ficou a cinco tentos de conquistar o seu grande objetivo.

5 - Fluminense - 23 gols
- Romário tardou a marcar o seu primeiro gol diante do Fluminense - isso aconteceu apenas em 1995
-, mas depois ele não parou mais. O Tricolor carioca, com 23 gols, é a quinta maior vítima do atacante. Na Copa João Havelange de 2000, vencida pelo Vasco, Romário marcou dois gols na emocionante vitória vascaína, por 4 a 3.

6 - Palmeiras - 22 gols
- Ah... o Palmeiras! A equipe paulista era uma das vítimas preferidas de Romário, que marcou 22 vezes
contra a equipe do Parque Antártica. Como esquecer da final da Copa Mercosul de 2000, quando o Vasco de Romário era derrotado por 3 a 0 e o Baixinho fez três dos quatro gols vascaínos?

7 - Volta Redonda - 20 gols
- O Volta Redonda foi um dos adversários preferidos do Baixinho no Campeonato Carioca. Romário fez 20 gols
diante do Voltaço. Em 2007, ele ficou a dez de alcançar o seu milésimo gol após fazer três dos seis gols da goleada do Vasco, por 6 a 1.

8 - Corinthians - 19 gols
- Romário não teve a oportunidade de atuar lá pelas bandas de São Paulo
, mas se destacava e muito quando enfrentava equipe paulistas. Além do Palmeiras, o Corinthians também sofreu contra o Baixinho. Foram 19 gols contra a equipe do Parque São Jorge. Na goleada do Flamengo por 3 a 0, no Rio São Paulo de 1999, Romário marcou um dos gols mais bonitos da sua carreira, após aplicar um elástico em Amaral... do Corinthians!

9 - Bangu - 18 gols
- O tradicional Bangu também sofreu com Romário, que fez 18 gols
contra a equipe carioca. Em 2002, pelo Rio-São Paulo, o camisa 11 marcou dois na goleada do Vasco, por 5 a 1. Após o seu segundo tento, o Baixinho fez gestos obscenos para parte da torcida vascaína.

10 - Americano - 18 gols
- O clube de Campos dos Goytacazes era um dos "preferidos" de Romário
. Com as camisas de Vasco, Flamengo e Botafogo, o Baixinho marcou 18 gols diante do Americano. Em 2000, pelo Vasco, Romário fez quatro de uma só vez na goleada por 6 a 0 do Vasco, no dia 25 de março.

11 - Flamengo - 18 gols
- Romário marcou 204 gols em 240 partidas
defendendo a camisa do Flamengo. Uma média de 0,85 gol/jogo. Mas o Baixinho também gostava de ter o Rubro-Negro como adversário. Foram 18 bolas nas redes do Flamengo com as camisas de Vasco e Fluminense. Em 2001, pelo Vasco, na final da Taça Guanabara, Romário fez três na goleada por 5 a 1.

A Série "ROMÁRIO É 11":
> Artilheiro dos mais de mil gols na carreira
> As onze camisas de Romário em mais de duas décadas
> As grandes polêmicas de um Baixinho
> Os parceiros marcantes de Romário
> Língua afiada de um frasista renomado

Igor Siqueira e Luiz Signor
Publicada em 06/11/2011 às 11:11
Rio de Janeiro (RJ)

sábado, 5 de novembro de 2011

ROMÁRIO É 11! Língua afiada de um frasista renomado!!!

Baixinho sempre foi famoso pelas tiradas polêmicas e originais

Se a língua de Romário é presa para pronunciar algumas palavras, ela é bem solta para ser instrumento de ataque do Baixinho, autor de frases que acabaram se tornando até folclóricas no meio do futebol.

Quem teria coragem de criticar Pelé, o Rei do Futebol?
- Romário.
Quem seria capaz de falar abertamente sobre sua preferência pela vida noturna?
- Romário.
Quem poderia dizer que era o cara e mostrar que realmente o era dentro de campo.
- A resposta se repete.

No quinto capítulo da série “Romário 11”, o LANCENET! relembra 11 das inúmeras frases inesquecíveis e irreverentes, que marcaram a vida de Romário.

"Agora a corte está toda feliz: o rei, o príncipe e o bobo"
- Rebatendo a declaração de Edmundo, que havia dito que Romário era o príncipe no reinado de Eurico Miranda, em 2000. Naquele dia, o Baixinho marcara dois gols na vitória sobe o Olaria e assumia a artilharia do Carioca.

"Quando eu nasci, papai do céu apontou o dedo e disse: esse é o cara"
- Frase dita após marcar o gol da vitória sobre o Corinthians, no Brasileiro-2003.

"O Pelé calado é um poeta. Ele só fala m... Ele tinha que colocar um sapato na boca"
- Esta foi em respota ao Rei do Futebol, em 2005, que tinha dito que Romário deveria parar de jogar.

"Zico perdeu as três Copas dele como jogador e uma como coordenador. É um perdedor nato"
- Frase dita em 2000, quando ainda era desafeto de Zico. Os craques fizeram as pazes em 2009.

"Ele entrou no ônibus agora e já quer sentar na janela"
- Romário disparou para o então inexperiente técnico do Flu, Alexandre Gama, que o havia barrado, em 2003.

"Eu não fumo, não bebo, não cheiro, não "dou" e não roubo; minha parada é mulher, todo mundo sabe disso"
- Comentando a predileção pelas noitadas.

"Se o Pelé fez gol pelo exército e até de terno e gravata quando demoliram estádio, por que os meus gols em amistosos não valem?"
- Justificando, em 2006, a contagem de alguns gols como amador na lista para chegar ao milésimo.

"Quem?"
- Após ser indagado sobre a declaração do atacante Afonso Alves, recém descoberto por Dunga para a Seleção, de que era um jogador preguiçoso.

"Túlio deveria cuidar da mulher porque tem ladrão lá na casa dele"
- Respondendo uma provocação de Túlio Maravilha, em 1996

"Messi primeiro tem que ser um Maradona e depois chegar a um Romário, depois a um Pelé"
- Em 2011, ao ser perguntado se o craque argentino tem condições de chegar a ser o melhor da História.

"Ninguém aqui tem razão para ficar triste. Todo mundo ganha bem e tem mulher bonita"
- Deixando de lado o ressentimento pela demissão de Vanderlei Luxemburgo da Seleção, em 2000.

Igor Siqueira e Luiz Signor
Publicada em 05/11/2011
Rio de Janeiro (RJ)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

ROMÁRIO É 11! As melhores parcerias do Baixinho!!!

Romário é 11: As melhores parcerias do Baixinho
- Quarto capítulo da série do LANCENET! trata daqueles que ajudaram o camisa 11 a marcar mais de mil gols na carreira

O quarto capítulo da série "Romário é 11" trata daqueles que mais ajudaram o Baixinho dentro de campo: os seus parceiros de ataque. Como esquecer das duplas com Bebeto e Ronaldo? Ou as parcerias com Euller no Vasco e com Stoichkov e Laudrup no Barcelona?

Os 11 parceiros mais importantes da carreira de Romário

1 - Bebeto


Bebeto foi escudeiro do Baixinho na Copa de 1994 (Foto: Reuters)

Romário e Bebeto formaram uma das melhores parcerias da História da Seleção Brasileira. Juntos, eles encerraram dois longos jejuns. Em 1989, após 40 anos, o Brasil conquistava a Copa América, diante do Uruguai, com gol de Romário. Já em 1994, nos Estados Unidos, o Brasil encerrava um jejum de 24 anos ao conquistar o tetra da Copa do Mundo. Foi neste Mundial que a dupla se consagrou. Com atuações memoráveis, Bebeto e Romário foram decisivos para a conquista brasileira. O Baixinho, eleito o melhor do Mundial, ganhou a Copa "sozinho" para muitos. Mas sem Bebeto, ele não teria conseguido.

A exemplo do Baixinho, Bebeto ingressou na carreira política. Ele é deputado estadual.

2 - Euller

Romário com Euller no treino do Vasco (Foto: Cleber Mendes

O Filho do Vento teve papel fundamental para Romário chegar ao seu milésimo gol. A dupla atuou no Vasco durante entre 2000 e 2002, período em que o Baixinho alcançou marcas expressivas. Foram 74 gols em 2000 - o seu recorde na carreira -, 45 em 2001 e 44 em 2002. Com eles em campo, o Vasco conquistou a Copa Mercosul de 2000 e a Copa João Havelange no mesmo ano.

O atacante, hoje aposentado, nunca escondeu a satisfação em ter contribuído com muitas assistências para Romário.

- A minha função sempre foi deixar o centroavante na cara do gol e fiz isso muito bem atuando com o Romário. É motivo de orgulho dizer que atuei ao lado de um jogador como ele, que me ajudou a chegar à Seleção Brasileira, um dos meus grande sonhos. Agradeço até hoje por ter tido essa honraria. Em troca, eu fiz dele ainda mais artilheiro com certeza - disse o Filho do Vento ao LANCENET!.

3 - Ronaldo

Ronaldo e Romário na Seleção (Foto: Reuters)

A dupla "Ro-Ro" rendeu dois títulos à Seleção Brasileira (Copa América e Copa das Confederações de 1997) e reunia as duas maiores estrelas do futebol brasileiro do momento. Romário e Ronaldo eram tidos como as grandes esperanças do Brasil para a Copa de 1998, na França, mas o Baixinho acabou cortado e não disputou o Mundial. Pela Seleção, a dupla conquistou 14 vitórias em 19 jogos. Ambos realizaram o seu jogo de despedida coma Amarelinha no Pacaembu. Romário em 2005 e Ronaldo neste ano.

4 - Edmundo

Romário e Edmundo sempre foram um capítulo à parte. Protagonizaram polêmicas de sobra, mas também bons momentos atuando juntos. Em 2000, pelo Vasco
, foram os líderes da equipe que chegaria à final do Mundial de Clubes daquele ano. A atuação da dupla diante do Manchester United não sai da cabaça dos torcedores vascaínos. Já no Flamengo, em 1995, e no Fluminense, em 2004, não tiveram tanto destaque. Edmundo se aposentou em 2008 e hoje é comentarista esportivo.

5 - Hristo Stoichkov

O temperamental craque búlgaro foi parceiro de Romário tanto dentro, quanto fora de campo,
já que possuía um gênio semelhante ao do Baixinho. Pouco tempo depois de Romário chegar ao Barcelona, em 1993, se tornaram amigos e tiveram atuações memoráveis juntos. Conquistaram o Campeonato Espanhol de 1994 e o vice da Liga dos Campeões da Europa de 1994/1995. O búlgaro se aposentou em 2004.

6 - Michael Laudrup

O craque dinamarquês atuou com Romário no Barcelona em 1993 e 1994. Para o Baixinho, Laudrup foi o jogador mais genial com o qual já teve a oportunidade de atuar. Laudrup,
um dos três atacantes da equipe de Johan Cruyff, deixou o Barça no ano seguinte, assim como Romário. O atacante se aposentou em 2004. Como técnico, seu último trabalho foi no Mallorca.

7 - Roberto Dinamite

Quando Romário dava os seus primeiros passos como jogador profissional, Roberto Dinamite,
hoje presidente do Vasco, já era um jogador mais do que consagrado. Foi ao lado dele, no Vasco, que o Baixinho pôde aprender muito. E como aprendeu! Romário foi artilheiro do Campeonato Carioca em 1986 e 1987 e levou dois títulos ao lado de Dinamite: o Carioca de 1987 e 1988.

8 - Sávio

Sávio, Edmundo e Romário formaram, no Flamengo, em 1995, o "Melhor ataque do Mundo", já que o Baixinho acabara de ser campeão do Mundo com a Seleção e vinha de uma
temporada fantástica com a camisa do Barcelona. Mas o resultado não viria naquele ano. Em 1996, já sem Edmundo, o Baixinho teve boas atuações ao lado de Sávio, apesar de nunca terem sido grandes amigos, e conquistaram o Campeonato Carioca de 1996 de forma invicta. A dupla também levou a Copa Ouro para casa naquele ano.

9 - Alex Dias

Foi tendo Alex Dias ao seu lado que Romário se tornou o artilheiro mais velho da História do Campeonato Brasileiro
e voltou a ter boas atuações. Em 2005, aos 39 anos de idade, o Baixinho marcou 22 gols e conquistou a sua segunda artilharia da competição. A primeira havia sido em 2001, também pelo Vasco. Além de servir Romário com qualidade, Alex Dias também se destacou ao marcar 19 vezes naquele brasileirão.

10 - Roni

Roni não foi um dos mais parceiros mais badalados que Romário
teve ao seu lado. Mas foi ao lado do atacante, que atualmente defende o Vila Nova, que o Baixinho marcou 29 dos seus 48 gols pelo Fluminense.

11 - André Dias

André Dias abraça Romário após o milésimo (Foto: Cleber Mendes)

André Dias teve uma passagem de pouco brilho pelo Vasco, mas algo ele não esquecerá jamais, já que foi o primeiro jogador a felicitar Romário, quando o Baixinho marcou o milésimo gol de sua carreira. Companheiro de ataque do eterno camisa 11 naquele 20 de maio de 2007, o atacante marcou duas vezes na vitória do Vasco diante do Sport, por 3 a 1.

- Fui o primeiro a abraçar o Romário após o milésimo gol. Tive de dar um beijo naquela careca (risos). Foi um momento indescritível, tanto pelo lado pessoal, já que o Romário é um ídolo de todo o Brasil, quanto pelo profissional, já que ter atuado ao lado dele foi muito importante para a minha carreira, apesar de ter sido por pouco tempo. Isso eu não esquecerei jamais. Jamais poderia ter imaginado que um dia eu teria uma emoção como aquela - recordou o atacante, que está sem clube após ter deixado o América-MG, ao LANCENET!.

Igor Siqueira e Luiz Signor
Publicada em 04/11/2011
Rio de Janeiro (RJ)